Revista de Medicina Desportiva Informa Novembro 2019 - Page 23

Pub Grupo Vitalino 1_3 Alto A4 Foto 2.pdf 1 30/10/2014 11:26:09 físico ou desporto. A quantidade de acidentes ocorridos durante a prá- tica de exercício físico ou desporto na Marinha Portuguesa merece destaque e particular atenção. As sequelas físicas destes acidentes impõem um notório prejuízo para o individuo e para o serviço. A consciencialização da população da Marinha Portuguesa sobre a pro- blemática dos acidentes ocorridos durante a prática de exercício físico ou desporto é uma forma meritória de se incutir, sem resistências, uma cultura de prevenção individual autodidata com extravasamento para os contextos coletivos e conse- quente dispersão das boas práticas. O autor nega qualquer conflito de inte- resses, assim como a originalidade do texto e a sua não publicação prévia. Contacto Primeiro-tenente Médico Naval Moisés Henriques santos.henriques@marinha.pt Association of Smoking Cessation With Subsequent Risk of Cardiovascular Disease Meredith S. Duncan,. JAMA. 2019;322(7):642-650. O conselho para deixar de fumar é fundamental para o estado de saúde atual, pois o consumo de tabaco é um fator de risco de doença cardiovascular (DCV) e, nos EUA, é responsável por 20% das mortes por DCV. Deixar de fumar reduz este risco, que vai diminuindo com o passar do tempo até que o risco será igual aos não-fumadores. Mas quantos anos serão necessários para que tal aconteça? Está referido 5 anos, mas será mesmo? Este estudo teve como objetivo determinar a asso- ciação entre os anos após deixar de fumar e um evento cardiovas- cular (CV). Para o estudo retrospe- tivo foram analisados 8770 sujeitos (42.2±11.8 anos de idade; 45% homens) do Framingham Heart Study. No período de seguimento médio de 26.4 anos houve 2435 eventos CV. Verificou-se, e como seria de esperar, que ter deixado de fumar nos últimos 5 anos esteve associado a redução significativa do risco, mas não à sua elimina- ção. De facto, as taxas de incidên- cia (TI) por 1000 pessoas-anos foi igual a 11.56 para os fumadores atuais, ao passo que para os que tinham deixado de fumar foi igual a 6.94, cerca de metade, portanto. Mas, em relação aos que nunca fumaram (TI = 5.09), só ao fim de 10 a 15 anos é que houve diminui- ção significativa do risco (TI = 6.31 e HR = 1.25). Os autores concluí- ram que os ex-grandes fumadores viram o risco diminuir ao fim de 5 anos em relação aos atuais fumadores, mas os ex-fumadores em relação aos nunca fumadores terão de esperar bem mais de 5 anos para ver o risco diminuir… mas vale a pena! BR Grupo Vitalino Vitalino GRUPO VITALINO Vitalmédica GRUPO VITALINO Vitagnosis GRUPO VITALINO Vitalcare GRUPO VITALINO Vitalsénior GRUPO VITALINO C Bibliografia M Y 1. s.a. Estatísticas em síntese: segurança e saúde (relatório único – anexo D) – 2016, continente. Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. 2018:1-6. 2. Dias, J., Pimenta, Z.. Acidentes em recintos desportivos – estimativas de incidência, a partir de uma rede de “médicos sentinela”. Direção- -Geral dos Cuidados de Saúde Primários. 1993:9-12. 3. Hauret, K.G., Bedno, S., Loringer, K., Kao, T.C., Mallon, T., Jones, B.H.. Epidemiology of Exercise – and Sports-Related Injuries in a Population of Young, Physically Active Adults: A Survey of Military Servicemembers. Am J Sports Med. 2015; 43(11):2645-53. 4. Hua, W., Chen, Q., Wan, M., Lu, J., Xiong, L.. The incidence of military training-related injuries in Chinese new recruits: a systematic review and meta-analysis. J R Army Med Corps. 2018; 164(4):309-13. 5. Gonçalves, E.M., da Silva, R.R.. Principais lesões decorrentes do treinamento físico militar no centro integrado de guerra eletrónica – Departamento de Ciência de Tecnologia do Exér- cito Brasileiro. Educação Física em Revista. 2008;2(3). 6. Kaufman, K.R., Brodine, S., Shaffer, R.. 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