Revista de Medicina Desportiva Informa Novembro 2016 | Page 8

Avançando para o seu bem estar !
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www . interorto . pt exceção feita à Lituânia , onde o ecocardiograma passa a ser obrigatório , juntando-se assim à avaliação médica , ECG , composição corporal , maturação sexual , análises sanguíneas e à urina que se realizam a todos os jovens atletas deste país . Em nenhum país inquirido se realiza a radiografia do punho para determinação da idade óssea .
Não foi obtida resposta da sociedade inglesa , mas uma pesquisa online revelou-nos que o exame pré- -participação não é obrigatório . Apurou-se ainda que a prática desportiva em escalões superiores à idade cronológica é permitida em atletas que demonstrem talento e capacidade competitiva , sendo que uma decisão favorável é dependente do treinador , dos pais e , claro , do próprio atleta , pelo que se exclui da equação uma avaliação médica especializada .
Por fim , é importante realçar que diferentes desportos têm regras diferentes . Assim , no râguebi é permitido subir 1 escalão a partir dos 12 anos . Uma dupla subida de escalão é permitida apenas nos sub- 16 e sub-17 e esta opção não está disponível para os atletas da 1 ª linha ( que só podem subir um escalão ). No futebol , a FA ( Football Association ) mudou as regras dos escalões jovens na época 2014 / 2015 , impedindo que um atleta competisse 2 ou mais escalões acima . Assim , é permitido que um jovem atleta jogue num escalão acima , fazendo-se , contudo , a salvaguarda que o objetivo desta regra não é permitir que toda uma equipa jogue acima do seu escalão etário , já que esta situação vai contra os princípios do desenvolvimento dos jogadores .
Bibliografia
1 . Robert , F . LaPrade et al . AOSSSM Early Sport Specialization Consensus Statement . The Orthopedic Journal of Sports Medicine , 2016:4 ( 4 ),
2 . Joel S . Brenner . Sport Specialization and Intensive Training in Young Athletes . Pediatrics , September 2016:138 ( 3 ).
3 . Michael , F ., Bergeron et al . International Olympic Committee Consensus statement on youth athletic development . Br J Sports Med , 2015:49 ; 843-45 .
4 . Costa , O ., Ramos , J . et al . O exame médico desportivo de sobreclassificação . Revista de Medicina Desportiva Informa , 2013:4 ( 6 ), pp . 26-31 .
Sprinters Should Start Fast ; Everyone Else Should Finish Fast
Por Christie Aschwanden
Nos Jogos Olímpicos , a prova de 10 mil metros teve ritmo , mas acima de tudo teve estratégia . No Gráfico estão indicados os tempos gastos a percorrer cada 100 metros da prova para o vencedor masculino ( Mo Tarah ) e para a vencedora feminina ( Almaz Ayana ). Mo realizou o tempo de 27:05.17 ( minuto segundo centésimo ), 48 segundos menos que o recorde mundial datado de 2005 ( 26:17.53 – do etíope Kenenisa Bekele ), apesar de te tido uma queda ao km 4 . Por outro lado , Ayana completou a prova em 29:17.45 , menos 14 segundos que o anterior recorde mundial . A análise do gráfico permite concluir que as duas corridas tiveram estilos diferentes no que diz respeito ao ritmo das passadas . No caso de Ayana , a corrida iniciou- -se com um ritmo relativamente constante , com aceleração acentuada pouco depois dos 5km , para depois “ aliviar ” um pouco e terminar rápido . Já Tarah iniciou a corrida de modo “ lento ”, para a partir dos 2km aumentar a passada , com tendência média de diminuição do tempo ao km e terminando “ forte ”. O ritmo é algo íntimo do atleta e da sua estratégia . É difícil mantê- -lo sempre elevado , pois as reservas energéticas esgotam-se . Contudo , de acordo com Ross Tucker , cientista do exercício da Faculdade de Medicina da Universidade de Free State ( África do Sul ), “ o ritmo da passada é uma questão de orçamento e de se saber onde se vão aplicar as reservas ( energéticas ), de modo a não gastá-las antes do final , mas também não se deve deixar algumas guardadas após o final ( da corrida )”. Basil Ribeiro
http :// fivethirtyeight . com / features / sprinters-should-start-fast-everyoneelse-should-finish-fast /
6 Novembro 2016 www . revdesportiva . pt