Revista de Medicina Desportiva Informa Novembro 2012 - Page 4

Entrevista

Dr . Paulo Beckert

Presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Desportiva
Foi recentemente eleito . Quem é a sua equipa ?
A direção do Colégio da Especialidade de Medicina Desportiva , eleita para o triénio 2012 – 14 , é formada por colegas das Secções Regionais do Norte , do Centro e do Sul . Trata-se de uma equipa com experiência e com diferentes vivências nos vários campos da medicina desportiva , o que a torna , no meu entender , particularmente qualificada para enfrentar os desafios que se irão colocar a esta direção . Fazem parte da direção o Dr . Joaquim Agostinho , o Dr . Novais de Carvalho , o Dr . Basil Ribeiro , o Dr . Augusto Roxo , o Dr . Nuno Campos , o Prof . Dr . Gomes Pereira , a Prof .ª Dra . Maria João Cascais , o Dr . Victor Coelho e o Dr . José Morna Ramos .
Defina três objetivos que gostaria de ver cumpridos no seu mandato
O objetivo central deste colégio é a valorização do conhecimento e do exercício da medicina desportiva . Se no final deste mandato os colegas que fazem parte do colégio reconhecerem nas nossas atividades uma efetiva valorização da especialidade podemos afirmar que vimos cumprido o nosso principal objetivo .
Com este objetivo central em mente , e porque penso que terá impacto na valorização da medicina desportiva , gostaria de ver cumpridos três outros objetivos mais operacionais : ver crescer o número de instituições ou serviços com idoneidade e capacidade para o exercício clínico e formação em medicina desportiva ; ver crescer o número de médicos especialistas em Medicina
Desportiva ; e , num plano que não depende exclusivamente da Ordem dos Médicos , gostaria de ver valorizado e dinamizado o exercício da medicina desportiva , não apenas no âmbito dos cuidados aos atletas de competição ou de elite , mas também no âmbito de áreas tão relevantes , como a prevenção de doenças crónicas causadas por estilos de vida sedentários , a prevenção de lesões e doenças associadas á pratica do exercício físico , a avaliação médica prévia á participação em atividades desportivas ou competições e a pesquisa e investigação médica aplicada ao exercício , entre outros .
Vê alguma viabilidade da implementação da portaria que define o internato nesta especialidade ?
A implementação da portaria que define o internato desta especialidade é viável . De momento verificam-se certos constrangimentos na sua implementação e daí o enumerar de alguns objetivos referidos anteriormente . Estou em crer que com o esforço coordenado de todos os intervenientes no processo , e aqui falo da Ordem , das instituições públicas ou privadas , do Ministério da Saúde , da Secretaria Estado do Desporto e da Juventude entre outros , poderemos ver resolvidos os constrangimentos atuais .
Na curta duração da sua presidência , que atividades já foram desenvolvidas ?
A atual direção foi eleita em Maio e tomou posse em Junho . Neste curto período de tempo , em que está incluída a habitual pausa de férias de verão , foram desenvolvidas diversas atividades relacionadas com pedidos de pareceres provenientes da CNE da Ordem dos Médicos . Gostaria de destacar , por não se enquadrar nas ditas atividades de gestão corrente , a elaboração de um memorando para a Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude em resposta ao solicitado pelo Exmo . Sr . Secretário de Estado , o Dr . Alexandre Mestre , após audiência tida com o colégio .
Neste memorando sobre as questões julgadas prioritárias desta especialidade a merecer reflexão e suas propostas de resolução , foram abordados temas como o enquadramento do especialista em Medicina Desportiva , os centros de referência em medicina desportiva , a avaliação do praticante desportivo e a aptidão médico-desportiva , os planos de contingência para apoio médico urgente , os investimentos em medicina desportiva e em investigação .
Trata-se de um documento inicial de trabalho que obviamente carece de desenvolvimentos futuros resultantes de um envolvimento mais alargado dos profissionais das diversas áreas relacionadas com o desporto . Julgamos tratar-se de um ponto de partida para uma reflexão aprofundada sobres questões fundamentais na valorização da medicina desportiva .
A Sociedade Portuguesa de Medicina Desportiva é também uma instituição importante para esta especialidade médica . Como pensa que deve ser a cooperação entre as duas instituições ?
Todas as instituições de natureza médica que tenham a sua missão e objetivos centrados na valorização da medicina do exercício e desporto são parceiros importantes do Colégio de Medicina Desportiva . A relação com a Sociedade Portuguesa de Medicina Desportiva , da qual tenho a honra de pertencer á atual direção , deve ser pautada por um enorme espírito de cooperação e complementaridade . É essencial que ambas as instituições reforcem a cooperação , promovendo encontros regulares entre direções por forma a se obterem consensos relativamente ás principais questões estruturantes da medicina desportiva e se potencie a máxima complementariedade de ações . Faço extensivel este desejo de cooperação a instituições como por exemplo a SPAT e a AMEF , entre outras .
É importante a continuação da publicação desta Revista ?
A Revista Medicina Desportiva informa é já uma referencia de qualidade em Portugal na divulgação do conhecimento no campo da medicina desportiva . A continuidade da sua publicação é importante para a valorização da medicina desportiva .
2 · Novembro 2012 www . revdesportiva . pt
Entrevista Dr. Paulo Beckert Presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Desportiva Foi recentemente eleito. Quem é a sua equipa? A direção do Colégio da Especialidade de Medicina Desportiva, eleita para o triénio 2012–14, é formada por colegas das Secções Regionais do Norte, do Centro e do Sul. Trata-se de uma equipa com experiência e com diferentes vivências nos vários campos da medicina desportiva, o que a torna, no meu entender, particularmente qualificada para enfrentar os desafios que se irão colocar a esta direção. Fazem parte da direção o Dr. Joaquim Agostinho, o Dr. Novais de Carvalho, o Dr. Basil Ribeiro, o Dr. Augusto Roxo, o Dr. Nuno Campos, o Prof. Dr. Gomes Pereira, a Prof.ª Dra. Maria João Cascais, o Dr. Victor Coelho e o Dr. José Morna Ramos. Defina três objetivos que gostaria de ver cumpridos no seu mandato O objetivo central deste colégio é a valorização do conhecimento e do exercício da medicina desportiva. Se no final deste mandato os colegas que fazem parte do colégio reconhecerem nas nossas atividades uma efetiva valorização da especialidade podemos afirmar que vimos cumprido o nosso principal objetivo. Com este objetivo central em mente, e porque penso que terá impacto na valorização da medicina desportiva, gostaria de ver cumpridos três outros objetivos mais operacionais: ver crescer o número de instituições ou serviços com idoneidade e capacidade para o exercício clínico e formação em medicina desportiva; ver crescer o número de médicos especialistas em Medicina 2 · Novembro 2012 www.revdesportiva.pt Desportiva; e, num plano que não depende exclusivamente da Ordem dos Médicos, gostaria de ver valorizado e dinamizado o exercício da medicina desportiva, não apenas no âmbito dos cuidados aos atletas de competição ou de elite, mas também no âmbito de áreas tão relevantes, como a prevenção de doenças crónicas causadas por estilos de vida sedentários, a prevenção de lesões e doenças associadas á pratica do exercício físico, a avaliação médica prévia á participação em atividades desportivas ou competições e a pesquisa e investigação médica aplicada ao exercício, entre outros. Vê alguma viabilidade da implementação da portaria que define o internato nesta especialidade? A implementação da portaria que define o internato desta especialidade é viável. De momento verificam-se certos constrangimentos na sua implementação e daí o enumerar de alguns objetivos referidos anteriormente. Estou em crer que com o esforço coordenado de todos os intervenientes no processo, e aqui falo da Ordem, das instituições públicas ou privadas, do Ministério da Saúde, da Secretaria Estado do Desporto e da Juventude ent ɔ)ɽ̰ɕٕ́ȁɕͽ٥́)Ʌѽ́Յ̸)9фɇՄ)ɕͥՔѥ٥́)Ʌ͕ٽ٥)Յɗф5)ѽԁ͔)չ9є)ѼѕՔ)Յ̈́ɥ́)ٕɅ͕ٽ٥ٕ́ͅ)ѥ٥́ɕ́)ɕɕ́ɽٕѕ́ 9)=ɑ́7̸хɥ)хȰȁ͔ՅɅȁ)х́ѥ٥́ɕє)ɇմɅɄ)MɕхɥхѼ))ٕՑɕфͽх)ᵼMȸMɕɥх)ȸᅹɔ5ɔ́Ց)ѥ)9єɅͽɔ)ՕՕ́ձ́ɥɥɥ́ф)ɕȁɕ()Յ́ɽх́ɕͽɅ)ɑ́ѕ́ՅɅѼф5)ѥل́ɽ́ɕ)ѥلم)Ʌѥєѥټѥѥل́)ѥɄ)ɝєٕ́ѥѽ́ѥلٕѥ)QɅф͔մյѼ)ɅՔ٥єɕ)͕ٽ٥ѽ́ɽ́ɕձхѕ)մٽ٥Ѽ́ɝ)́ɽٕͥ́́̃ͅɕ)ɕ́Ѽ)ձ́Ʌхȵ͔մѼѥ)Ʉյɕɽչ)ͽɕ́ՕՕ́չх́)مɥѥل)MA՝Օ̈́)5ѥلх)յѥէхєɄ)ф )̈́Ք͕ٔȁɇ)ɔ́Յ́ѥէՕ)Q́́ѥէՕ́ɕ)ՔѕՄ)ѥٽ́Ʌ́مɥɏ)Ѽɍɽ́хѕ) 5ѥل)ɕMA՝Օ̈́5ѥل)ՅѕɄѕȃ)Յɗ͕ٔȁх)մɵɥѼɇ)хɥ$͕)Ք́́ѥէՕ́ɕɍ)ɇɽٕɽ)ɕձɕ́ɔɗՕ́ȁɵ)͔ѕɕ͕ͽ́ɕѥمє+́ɥ́ՕՕ́Ʌѕ)ѥل͔ѕ)᥵хɥ)Օ̸ѕٕͥє͕)ɇѥէՕ́)ȁᕵMAP5ɔ)Ʌ̸+$хєѥՇ)ՉфI٥ф)I٥ф5ѥل)ɵյɕɕՅA՝ձ)Ѽѥلѥե)ՄՉхєɄ)مɥѥل((0