Revista de Medicina Desportiva Informa Novembro 2012 - Page 25

O diagnóstico diferencial entre hipertrofia fisiológica e cardiomiopatia hipertrófica faz-se tendo em conta dados da história clínica , do exame físico , da história familiar e dos resultados de exames complementares . Na maior parte dos casos , as diferenças entre estas duas “ entidades ” são fáceis de estabelecer , mas existem algumas situações em que o padrão adaptativo assume uma forma mais bizarra ou o padrão patológico apresenta caraterísticas incipientes , nas quais é necessária a realização de um exercício de diagnóstico diferencial mais fino . Sendo a ecocardiografia um dos primeiros recursos para essa distinção , são apresentadas algumas caraterísticas obtidas facilmente num ecocardiograma convencional básico , que permitem assumir a maior probabilidade de uma adaptação fisiológica ou de uma miocardiopatia hipertrófica . Realça-se que estes achados apenas permitem assumir maior ou menor probabilidade e não fazer o diagnóstico definitivo , pois este apenas poderia ser feito em análise histológica .
A suspeição de situações anómalas e potencialmente perigosas deve ser levantada quando se observem conjuntamente com o aumento da espessura das paredes ventriculares : 1 . Presença de diferenças regionais superiores a 2 mm na espessura de segmentos contíguos
2 . Cavidade ventricular não dilatada 33
3 . Alteração do relaxamento diastólico
34 , 35
4 . Diâmetro da aurícula esquerda > 50 mm 36
5 . Obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo 37
6 . Espessura parietal > 12 mm em indivíduos com < 16 anos 38 .
Em conclusão , o aumento do volume telediastólico do ventrículo esquerdo e o aumento da espessura das suas paredes constituem a imagem de marca do “ Coração do Atleta ”. Valores de espessura do septo interventricular iguais ou maiores que 13 mm são frequentes em atletas . No entanto , valores maiores que 16 mm devem fazer suspeitar de uma situação mais provavelmente patológica do que adaptativa . Além das alterações a nível do ventrículo esquerdo , a dilatação da aurícula esquerda , da raiz da aorta , e das cavidades direitas e a obtenção de valores superiores a 2 no cálculo da relação E / A são outras caraterísticas adaptativas do coração do atleta .
Bibliografia
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Revista de Medicina Desportiva informa Novembro 2012 · 23
O diagnóstico diferencial entre hipertrofia fisiológica e cardiomiopatia hipertrófica faz-se tendo em conta dados da história clínica, do exame físico, da história familiar e dos resultados de exames complementares. Na maior parte dos casos, as diferenças entre estas duas “entidades” são fáceis de estabelecer, mas existem algumas situações em que o padrão adaptativo assume uma forma mais bizarra ou o padrão patológico apresenta caraterísticas incipientes, nas quais é necessária a realização de um exercício de diagnóstico diferencial mais fino. Sendo a ecocardiografia um dos primeiros recursos para essa distinção, são apresentadas algumas caraterísticas obtidas facilmente num ecocardiograma convencional básico, que permitem assumir a maior probabilidade de uma adaptação fisiológica ou de uma miocardiopatia hipertrófica. Realça-se que estes achados apenas permitem assumir maior ou menor probabilidade e não fazer o diagnóstico definitivo, pois este apenas poderia ser feito em análise histológica. A suspeição de situações anómalas e potencialmente perigosas deve ser levantada quando se observem conjuntamente com o aumento da espessura das paredes ventriculares: 1. P  resença de diferenças regionais superiores a 2 mm na espessura de segmentos contíguos 2. C  avidade ventricular não dilatada33 3. Alteração do relaxamento diastólico34,35 4. D  iâmetro da aurícula esquerda > 50 mm36 5. O  bstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo37 6. E  spessura parietal > 12 mm em indivíduos com < 16 anos38. Em conclusão, o aumento do volume telediastólico do ventrículo esquerdo e o aumento da espessura das suas paredes constituem a imagem de marca do “Coração do Atleta”. Valores de espessura do septo interventricular iguais ou maiores que 13 mm são frequentes em atletas. No entanto, valores maiores que 16 mm devem fazer suspeitar de uma situação mais provavelmente patológica do que adaptativa. Além das alterações a nível do ventrículo esquerdo, a dilatação da aurícula esquerda, da raiz da aorta, e das cavidades direitas e a obtenção de valores superiores a 2 no cálculo da relação E/A são outras caraterísticas adaptativas do coração do atleta. Bibliografia 1. Huston T, Puffer J, Rodney W. The athletic heart syndrome. N Engl J Med 1985;313:24-32. 2. Rost R H]]x&\X\\ܚX[\X]K[X\ۈ\[H[XH]]x&\X\ NNL[Y[XK][\0Y NML ˂˂H[ܙ[X\ۈ[Hˈ][ \\]]HY[X[\[Y[[ۜš[Z[Y]]\ˈ[[\YYNMN LKM H[XXHKX\ۈ[\][ [X[YۚYX[HوXܛX[[X\[ܘ\X]\[Z[Y]]\˂\[][ۈ L N KHۙ\[HK۞YXH][ ۚXZ[[]]X[[[ZX^\\N\[ݘ\[\Y\][ۈ[\ۜH^\\K\\ŒNN N \ JNKLM̋RKLM HZ][\[][ \YX][ۂوܝˈ[H\[ NNM̍ M˂H\ 8&P[X\K[\\HH][ [Y\\YH[XY[[[\[B]]\Έ[][ۈ]Y[Y[X[\[Y[^[\X[Y[ۘ[X\X™[[ۋ[H\[  NLLKLLL͋ HZ[H[\X[K[\X\HK][ H]]x&\X\HY]H[[\\ق\XXX\H[[[ۋ\[][ۂ L N͋L KHY\[\XوY\[ܝ[Z[[ۈ\XXX\H[[[ۋ\[[ NNM MJNMM LL QY\]Z\KܘZ[H][ H][[HوY[X[\\\H[[]Hٙ\[ۘ[[\ˈ[\[NNNJ JNLKLL LKQY\[\HY[[H][ \\Y[وY\و\\YYY[XHوXX\\[Y[X[\[\[]K[H\[ NN JNLL LLM LP]\Y]HوX\[ܘ\KZY[[\܈[X\]X[YX][ۋ˘X˛ܙZY[[\ŒL˂Q[[Y\KY\ۚXX[Y\H][ []Y[\[܈[H]NH[[ۈX\[ܘ\X[[[YBZ[Y[]H]]\ˈ[HX\[܌NNNNLN NL˂M Q8&P[XHKYY\ XH][ Y]X[[^[YH[YHZ[Y]]\ˈ[HX\ LMNJ LLMMKLLMKMKT[XXHK[\H[][ \[XY[X[\]]H[]][ۈ[[]B]]\ˈ[[\YY NNNNLLKMQ\[[\HK[YH][ ]X[X[][ۈ[[]H]]\ˈ\[ݘ\[X\[ NNN JN͌N \[HX[ܘYXH[H˜]\ܝ]KH]\Hۛ[JB\\ B›”p L8 BH NUB[B[B[Y‚[B\O‚H[XY[H\H\XX[\[Y[0]X[HXH\O”X\HH\[Y[\BH[\0YZXO”\H]YHZH\]p›\\[[[[H[[΂(]Z][Y[[H[[Y›]\[(X[HX۰ZXHX[][¸(ܘ[H\X[YYB۝[Y[Y[HHœ]HH[K\HH]\[H[B\[ۚXHHH]\^HB[ ј^ M MH NMH M ˙]ܝ B]\HHYYX[H\ܝ]H[ܛXHݙ[X L0 ‚