Revista de Medicina Desportiva Informa Março 2013 - Page 32

Resumo

Rev . Medicina Desportiva informa , 2013 , 4 ( 2 ), pp . 30 – 31

Ação de formação para os médicos responsáveis pelos controlos de dopagem e das federações desportivas

Dr . Basil Ribeiro Medicina Desportiva , V N Gaia
Esta ação anual foi promovida pela ADoP ( Autoridade Antidopagem de Portugal ) no dia 08 / 12 / 2012 e realizou-se no Centro de Medicina Desportiva de Lisboa . Logo na abertura o seu Presidente , o Prof . Dr . Luís Horta , deu uma informação importante : o Laboratório faz 25 anos que recebeu a acreditação para a realização das análises de antidopagem , inicialmente atribuída pelo Comité Olímpico Internacional e depois , a partir de 2001 , pela Agência Mundial Antidopagem ( AMA ), sendo os primeiros nove anos dirigidos pelo Prof . Dr . João Paulo Almeida . O slogan deste Laboratório tem sido “ Eficiência , transparência e excelência em defesa do praticante desportivo ”. Para além do Laboratório fazem parte ainda da ADoP a Estrutura de Suporte ao Programa Antidopagem ( ESPAD ) e o Gabinete Jurídico .
Nas informações iniciais foi referida a grande utilidade do Laboratório , já que para além de estar ao serviço do Desporto , tem ainda estado ao serviço de outras entidades , como seja da Polícia Judiciária ( importante aquando das mortes súbitas para averiguar a eventual existência substâncias dopantes , por exemplo ), assim como o controlo das forças de segurança . O quadro dos médicos reguladores do controlo de dopagem ( MRCDs ) foi aumentado com a entrada de novos elementos .
Dados estatísticos referentes ao ano de 2011
O número de amostras colhidas ( 3200 ) em 52 modalidades desportivas foi inferior ao número das colhidas em 2010 mas , na opinião do Presidente , a eficiência não foi comprometida . Foram colhidas
2814 amostras de urina [ 747 fora de competição ( FC )] e 386 amostras de sangue , todas colhidas fora de competição . O Laboratório analisou ainda mais 422 amostras de urina a pedido de entidades desportivas internacionais e que não faziam parte do Programa Nacional de Antidopagem ( PNA ). O n .º de amostras colhidas fora de competição foi igual a 1133 ( 35.4 % do total ), tem vindo a aumentar ano após ano , prevendo-se novo aumento para o ano de 2012 . Esta é uma estratégia adotada para aumentar a tal eficiência . As amostras para a deteção de eritropoietina ( EPO ) aumentaram substancialmente ( 89 em 2010 e 227 em 2011 ), o que tem a ver com o facto de o Laboratório começar a fazer a análise em 2011 e deixar de recorrer a laboratórios no estrangeiro . Para o ano de 2012 serão mais de 300 amostras , tendo sido já detetado em Portugal o 1 .º caso positivo para a EPO . O ciclismo foi a modalidade mais testada para a EPO ( 81 amostras ), seguido do atletismo ( 71 ) e do futebol ( 46 ). A hormona de crescimento foi alvo de deteção ( 120 amostras + 35 amostras fora do PNA ).
Passaporte biológico ( PB )
O PB , que é um registo prospetivo de variáveis biológicas ( hemoglobina e reticulócitos , para já ), incluiu 170 atletas do ciclismo , do atletismo , do triatlo e da canoagem , mas em 2012 já inclui a natação de águas abertas e o remo . A estratégia do PB é barata e baseia-se na identificação das consequências analíticas da utilização de dopagem , no caso em questão da EPO . Se é difícil a deteção da EPO exógena ou das transfusões sanguíneas , então procura-se a variação dos níveis da hemoglobina e dos reticulócitos do atleta prevaricador , os quais sairão fora do seu perfil ( longitudinal ) entretanto elaborado a partir de análises anteriores . Foram mostrados vários exemplos , uns que não revelavam transgressão , mas outros indicadores de não conformidades e consequentes penalizações . A modalidade mais testada em 2011 , porque também é a que mais praticantes tem , foi o futebol ( 1097 amostras – 31,8 % FC ), seguido pelo atletismo ( 345 – 29 %), ciclismo ( 205 – 40.5 %), basquetebol ( 112 – 17 %), natação ( 80 – 18,8 %) e andebol ( 74 – 56.8 %). O boxe ( 8 amostras ) foi menos testado que o karaté ( 50 ), o judo ( 29 ), o voo livre ( 11 ) e o xadrez ( 10 ), mas pouco mais que o bridge ( 4 ) e as damas ( 2 ).
Em Portugal , e no ano de 2011 , houve 43 violações de normas de antidopagem , isto é , casos positivos , sendo 35 analíticos e 8 não analíticas . Ou seja , houve 1.37 % de violações . A estas poderá acrescer-se mais 4 casos no atletismo e um no triatlo ocorridos em provas internacionais . A luta contra a dopagem está a surgir efeitos , pois o valor absoluto ( – 27.1 %) e relativo ( – 18.8 %) dos casos positivos diminuiu bastante , assim como o número de modalidades com casos positivos ( – 46.1 %).
2010
2011 Variação
N .º de violações
59
43
– 27.1 %
Percentagem do total
1.65
1.34
– 18.8 %
N .º de modalidades
26
14
– 46.1 %
O número de violações por modalidade desportiva para os anos de 2010 e 2011 , assim como o valor da percentagem em relação ao número total de amostras colhidas em 2011 , estão indicados no Quadro seguinte .
Modalidade
2010
2011 % total amostras de 2011
Futebol
12
12
1.09 %
Voleibol
2
8
10.96 %
Basquetebol
2
4
3.75 %
Ciclismo
11
3
1.46 %
Ginástica
1
3
5.77 %
Natação
0
3
3.75 %
Automobilismo
1
2
4.17 %
Boxe
0
2
25.00 %
Atletismo
3
1
0.29 %
O tipo de substância ( em percentagem ) que motivou os casos positivos
30 · Março 2013 www . revdesportiva . pt
Resumo Rev. Medicina Desportiva informa, 2013, 4 (2), pp. 30–31 Ação de formação para os médicos responsáveis pelos controlos de dopagem e das federações desportivas Dr. Basil Ribeiro Medicina Desportiva, V N Gaia Esta ação anual foi promovida pela ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal) no dia 08/12/2012 e realizou-se no Centro de Medicina Desportiva de Lisboa. Logo na abertura o seu Presidente, o Prof. Dr. Luís Horta, deu uma informação importante: o Laboratório faz 25 anos que recebeu a acreditação para a realização das análises de antidopagem, inicialmente atribuída pelo Comité Olímpico Internacional e depois, a partir de 2001, pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), sendo os primeiros nove anos dirigidos pelo Prof. Dr. João Paulo Almeida. O slogan deste Laboratório tem sido “Eficiência, transparência e excelência em defesa do praticante desportivo”. Para além do Laboratório fazem parte ainda da ADoP a Estrutura de Suporte ao Programa Antidopagem (ESPAD) e o Gabinete Jurídico. Nas informações iniciais foi referida a grande utilidade do Laboratório, já que para além de estar ao serviço do Desporto, tem ainda estado ao serviço de outras entidades, como seja da Polícia Judiciária (importante aquando das mortes súbitas para averiguar a eventual existência substâncias dopantes, por exemplo), assim como o controlo das forças de segurança. O quadro dos médicos reguladores do controlo de dopagem (MRCDs) foi aumentado com a entrada de novos elementos. Dados estatísticos referentes ao ano de 2011 O número de amostras colhidas (3200) em 52 modalidades desportivas foi inferior ao número das colhidas em 2010 ma H[p™\Y[KHYXpꛘXHB\Y]YKܘ[HY\Œ0X\ L˜]\ܝ]K M[[\H\[H ܘHB\]p WHH [[\B[YK\Y\ܘHH\]pˈXܘ]0ܚ[[[\HZ[BXZ\ [[\H\[HHYY™H[YY\\ܝ]\[\X[ۘZ\H]YH^X[H\H”ܘ[XHX[ۘ[H[YY[BJKH[[\Y\™ܘHH\]pHYX[H LLŠ K H[ K[H[H][Y[\[\0[][\Hݛ˜][Y[\H[H L\H0B[XH\]0YXHYYH\H][Y[\H[YXpꛘXK\[[\\BH]pH\]Y][H TB][Y[\[HX[X[Y[H B[H LH [H LJK]YH[BH\HXHXܘ]0ܚ[˜Yp\H^\H[[\H[H LHBZ^\HXܜ\HXܘ]0ܚ[™\[Z\ˈ\H[H L\›XZ\H [[\[YšH]]Y[HܝY[ K\œ]]\HHTˈX\[HB[[YYHXZ\\YH\HHTŠ H[[\KYZY]]\[Š JHH]X KHܛ[ۘHBܙ\[Y[H[H]p L[[\ H[[\ܘHJK]X[0]]]H]\XY܋]XZ\Z\ܘH]H\[ۙ]Y[[ H[][[XܘYB\\H[[\\[\[ܙ\ˈܘ[B[Y\[^[\[]YB][][H[ܙ\X\›][XYܙ\HۙܛZYY\Hۜ\]Y[\[[^pY\˂H[[YYHXZ\\YH[B LKܜ]YH[X[H0HH]YHXZ\œ]X[\[KH]X LM˜[[\8$ K HKYZY[˜]]\[ H8$ IJKX\[ B$ IJK\]Y]X LL8$ MJK]p  8$ N  JHH[X $ M JKH [[\HBY[\Y]YH\]0H L KšY JK]H LJHHY^ L KX\XXZ\]YHYH BH\[X\ K[HܝY[ H[H LK]H [pY\HܛX\B[YY[K\0K\]][ H[[0]XH[[0]X\ˈHZK]H KHH[pY\ˈH\\\HXܙ\\\HXZ\\]]\[H[HX]›ܜY[Hݘ\[\X[ۘZ\˂H]H۝HHY[H\0HB\\YZ]\[܈X]Š8$ ˌH JHH[]] 8$ N  JH˜\]][Z[Z]H\[K\[H[Y\H[[YY\H\]] 8$ IJK LH[pY\”\[Y[H[H[[YY\‚ LH\Xp‚NB ‚$ ˌH BKBK$ N  BM$ IBY\H[pY\܈[[YYH\ܝ]H\H[B LH LK\[H[[܈B\[Y[H[H[p[Y\[H[[\Y\[H LK\0[XY]XYYZ[K\\ܝH[0X B[[YYB]YH0H[HY\]]B\p]Z\[0X\ [[ؚ[BH]X[0]\HJK[Z]H M]]\X\[]]\[X]HH[Y[KX\[H LH[ZHH]pH0YX\X\\™H[[ˈH\]0YXH0H\]BH\ZXK\HHY[YXp\ۜ\]pꛘX\[[0]X\H][^p™HY[K\[H]Y\0™HTˈH0HYX[H]pHT™^0[HH\[ٝ\Y\[p[X\[0\K\HH\Xp™]Z\H[[ؚ[HH‚ L LH H[[[\™H LB]XLLKIBZXL MB\]Y]XˍIBX\[‚LB‚K B[\XBB‚KB]p‚‚ˍIB]][ؚ[\[‚B MBBK B]]\[‚‚B IB\HX0蛘XH [H\[Y[JH]YH[]H\]]‚