Revista de Medicina Desportiva Informa Março 2012 - Page 12

Um relvado em casa ?

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Tel ./ Fax : 256 575 608 | Tlm : 969 056 408 www . etsport . com aconteceu em 20 % ( 1 em 5 ) nas atletas não operadas ;
· no Grupo B , 6 ( 85,7 %) das 7 operadas revelaram sucesso ( a outra apenas indicou estar melhorada ), enquanto que tal apenas ocorreu em 3 ( 15.7 %) das 19 atletas não operadas ;
· no Grupo AB , todas as atletas operadas referiram sucesso um ano depois , ao passo que nenhuma das não-operadas referiu sucesso .
Os autores referem a existência simultânea de patologia da anca e de pubalgia em 16 % das atletas , o que levanta a questão da simultaneidade ou da consequência entre as lesões . Comentam ainda que a cirurgia para os problemas músculo- -esqueléticos foi de enorme sucesso , mesmo para as atletas com patologia simultânea , tendo a taxa global de sucesso após uma ano igual a 91 % e a 14 %, respetivamente com e sem cirurgia , “ apesar de haver alguma controvérsia em considerar o tratamento cirúrgico como 1 ª opção ”. A finalizar comentam o caso de uma atleta de 15 anos de idade , portadora de uma pubalgia , diagnosticada com uma lesão do músculo longo adutor , em que apenas a RMN descobriu a existência de um schwanoma , tendo sido operada com sucesso . Terminam referindo que “ o seu caso mostra bem o quanto a avaliação organizada destes doentes pode beneficiá-los ”.
Comentário
Prof . Dr . João Páscoa Pinheiro Faculdade de Medicina – Universidade de Coimbra
A dor na região pélvica em mulheres atletas é tema com interesse na traumatologia do desporto , habitualmente pouco abordado , mas com incidência e prevalência crescentes nas últimas décadas . Não nos parece correto , em termos clínicos , a associação da dor na região pélvica à dor na região da anca , considerando que se trata de entidades distintas , tanto em termos etiopatogénicos como semiológicos .
Os primeiros autores têm formação cirúrgica de base , facto que condiciona o desenvolvimento metodológico do estudo ; existe uma valorização excessiva do diagnóstico por imagem , concretamente por ressonância magnética nuclear ( RMN ), em detrimento da semiologia exaustiva e uma opção pela terapêutica cirúrgica que também me parece acrescida , nalguns quadros clínicos . Neste contexto poderemos aceitar esta opção pela RMN na patologia da anca , mas parece-nos excessiva em outros quadros lesionais .
Os autores enfatizam o interesse do tema , dor pélvica e dor na anca , apontando elevada prevalência lesional , crescendo de < 1 % para 15.1 %. Os autores fazem uma definição de dor pélvica / pubalgia atlética e de dor na anca que , sendo restritiva , não deixa de ser interessante para organizar diagnósticos e estratégias terapêuticas . No estudo desenhado pelos autores existem médias etárias diferentes entre os atletas com pubalgia ( 28.7 anos ) e os que apresentam dor na anca ( 32.7 anos ), ainda que a corrida seja a modalidade mais referida nos dois grupos .
Na patologia pubálgica os autores referem a lesão de tecidos moles ( compartimento medial e compartimento lateral ) e a osteíte púbica como os quadros mais frequentes , enquanto na patologia da anca referem a lesão do labrum e o conflito femoro-acetabular como os mais frequentes . Fica ainda referida um grupo de patologias das vísceras abdominais e outras reumatismais , um elemento importante a considerar no diagnóstico diferencial . A discussão elaborada no artigo parece- -nos oportuna , ainda que utilize muito pouco os diversos resultados obtidos na amostra . Salientamos a referência às diferenças anatómicas entre géneros e à diversidade de abordagens segundo as caraterísticas da diferenciação clínica . Ao longo deste artigo parece-nos fortemente questionável na patologia a ausência de referências objetivas aos programas de reabilitação funcional , facto que limita o interesse formativo do texto .
Recomendamos , no entanto , a leitura crítica do artigo , considerando a oportunidade do mesmo e a estruturação do artigo que sugere diversos elementos de reflexão .
10 · Março 2012 www . revdesportiva . pt
aconteceu em 20% (1 em 5) nas atletas não operadas; ·n  o Grupo B, 6 (85,7%) das 7 operadas revelaram sucesso (a outra apenas indicou estar melhorada), enquanto que tal apenas ocorreu em 3 (15.7%) das 19 atletas não operadas; ·n  o Grupo AB, todas as atletas operadas referiram sucesso um ano depois, ao passo que nenhuma das não-operadas referiu sucesso. Um relvado em casa? Já imaginou este espectacular relvado sintético em sua casa? Precisa de argumentos para se render à ideia? Para que não haja hesitação nós apresentamos-lhe alguns: • muito semelhante ao relvado Os autores referem a existência simultânea de patologia da anca e de pubalgia em 16% das atletas, o que levanta a questão da simultaneidade ou da consequência entre as lesões. Comentam ainda que a cirurgia para os problemas músculo-esqueléticos foi de enorme sucesso, mesmo para as atletas com patologia simultânea, tendo a taxa global de sucesso após uma ano igual a 91% e a 14%, respetivamente com e sem cirurgia, “apesar de haver alguma controvérsia em considerar o tratamento cirúrgico como 1ª o 0'KH[[^\Y[[H\™H[XH]]HH MH[HYYKܝYܘHH[XHX[XKXYۛXYHH[XH\p[›ۙY]܋[H]YH\[\HS\؜]HH^\0ꛘXHH[H[XK[Y\YHBX\ˈ\Z[[HY\[]YB']H\[H[H]X[B][Xpܙ[^YH\\[\œH[YXpK['K]\[(X[HX۰ZXHX[][¸(ܘ[H\X[YYB۝[Y[Y[HHœ]HH[K\HH]\[H[B\[ۚXHHH]\^HB[ ј^ M MH NMH M ˙]ܝ BL0X\ L˜]\ܝ]KY[0\[”ً0\H[Z\‘X[YHHYYX[H8$[]\YYHH[XBH܈HYp0[XH[H][\\]]\0H[XHH[\\HB][X]XH\ܝX]X[Y[HXXܙYX\B[Y0ꛘXHH][0ꛘXHܙ\[\›\0[X\0XY\ˈ\XBܜ][H\[0[XH\XpH܈HYp0[XH0܂HYpH[KۜY\[]YBH]HH[YY\\[\[™[H\[][][œ[Z[0X˂[YZ\]]ܙ\0HܛXp\XHH\KX]YBۙX[ۘH\[[Y[›Y]0X\Y^\H[XB[ܚ^p^\]HXY۰Xœ܈[XY[Kۘܙ][Y[H܈\۰蛘XHXY۰]XHXX\ SK[H][Y[H[Z[XH^]\]HH[XH0[H\\0]XB\XH]YH[X[HYH\XBXܙ\YK[[]XY0[X˂\H۝^\[[XZ]\\H0[HSH]XHB[KX\\XK[^\]H[B]]XY\[ۘZ\˂]]ܙ\[]^[H[\\H[XK܈0[XHH܈B[K\۝[[]YH][0ꛘXH\[ۘ[ ܙ\[H IB\H MKIK]]ܙ\^[H[XBY[pH܈0[XH X[XB]0]XHHH܈H[H]YK[œ\]]KZ^HH\[\\[H\Hܙ[^\XY۰XB\]0YX\\\0]X\ˈ\Y™\[Y[]]ܙ\^\[BpYX\]0\X\Y\[\[H˜]]\HX[XH [HHœ]YH\\[[H܈H[H ̋˜[KZ[H]YHHܜYHZHB[[YYHXZ\Y\YH\™ܝ\˂H]XHX[XH]]ܙ\œY\[HH\HXY[\Š\\[Y[YYX[H\\[Y[]\[ HHHp]H0XB[]XYXZ\\]Y[\[]X[H]XHH[HY\[HH\X[HHۙ]™[[ܛXX]X[\[XZ\™\]Y[\ˈXHZ[HY\YH[Bܝ\H]X\\\\\˜XZ[Z\H]\][X]\XZ\[H[[Y[[\ܝ[HHۜY\\XY۰XY\[X[ H\\[XܘYH\Y\XK[ܝ[KZ[H]YH][^B]Z]X]\\[Y›؝YH[[K[Y[[[BY\ꛘXH0Y\[\[]0ZX\™[H[\H0]\YYHBXܙY[Y[\\]\\X\HY\[Xp0[XK[›ۙ\H\Y\XK[ܝ[Y[H]Y\[۰][H]XHB]\ꛘXHHY\ꛘX\ؚ]]\[œܘ[X\HXX[]p[[ۘ[ X]YH[Z]H[\\HܛX]]^˂XY[[[[[HZ]\Hܰ]XH\YۜY\[Bܝ[YYHY\[HH\]\p\Y]YHY\H]\™[[Y[HY^0˂