Revista de Medicina Desportiva Informa Maio 2020 - Page 19

único parafuso é a técnica mais usada por apresentar menor risco de complicações como rigidez da articulação, condrólise ou necrose da epífise, em comparação com o uso de vários parafusos ou com outros tratamentos como epifisiodese com enxerto ósseo ou imobilização gessada. 13 O parafuso de fixação deve ser perpendicular à fise e estar centrado na cabeça femoral, tanto nas incidências de face, como de perfil. Apesar de haver alguma controvérsia, pelo risco acrescido de osteonecrose da epífise, em situações de graus de deslizamento e deformidades acentuados, pode-se recorrer a técnicas de redução aberta e ou osteotomias femorais para correção da deformidade antes da fixação. 13 Nas EFS instáveis, por se tratarem na maior parte das vezes de casos que ocorrem de forma aguda e brusca, os pacientes têm risco mais elevado de desenvolver necrose avascular da epífise femoral superior devido a a interrupção da vascularização da mesma. 26 De modo a evitar e prevenir esta complicação, a maioria dos cirurgiões ortopédicos prefere, hoje em dia, recorrer a fixação in situ com recurso a um único parafuso, evitando assim lesões vasculares adicionais ao colocar mais parafusos. 25 Prognóstico O prognóstico desta doença irá depender, entre outros aspetos, da precocidade do diagnóstico, rapidez da estabilização cirúrgica e do grau de deformidade da transição cabeça- -colo femorais. Atrasos na estabilização cirúrgica por um diagnóstico tardio conduzem ao agravamento do deslizamento metáfise-epífise, logo a maior risco de complicações e a prognóstico menos favorável. O deslizamento mais acentuado tem risco mais elevado de osteonecrose avascular por maior probabilidade de lesão dos vasos sanguíneos que irrigam a epífise. Além disso, provoca deformidades mais acentuadas na transição cabeça-colo (ou epífise-metáfise), logo a risco mais elevado de desenvolvimento de conflito femoroacetabular tipo CAM sintomático. 16,27 De facto, uma das complicações a médio-longo prazo cada vez mais reconhecida da EFS clínica e subclínica é a deformidade na transição entre a cabeça e colo femorais provocada pelo deslizamento metáfise-epífise. Nesta transição que deveria ser côncava surge uma giba óssea que pode originar um conflito femoroacetabular sintomático por mecanismo tipo CAM na idade adulta e conduzir a uma situação de coxartrose precoce. 28-31 Conclusão A EFS é a patologia da anca mais frequente da faixa etária entre 11 e 15 anos, devendo os médicos estarem atentos a esta patologia que se pode manifestar de maneira subtil. É fundamental estar alerta e pesquisar clínica e radiograficamente esta doença, de modo a poder intervir cirurgicamente de forma precoce e adequada. Reconhece-se atualmente que a deformidade residual na transição cabeça-colo femorais das EFS clínicas ou subclínicas está na origem de muitas situações de conflito femoroacetabular sintomático, situação cada vez mais reconhecida como causa de coxartrose precoce, o que vem realçar a importância do diagnóstico e tratamento precoces e adequados da EFS. Os autores negam qualquer conflito de interesses e declaram a originalidade do texto e a sua não publicação prévia. Correspondência: Dr. a Joana Zagalo joanavarella@gmail.com Bibliografia É ibuprofeno. Eficaz na dor local e inflamação. Dupla ação no local da dor • Reduz a inflamação • Alivia a dor ib-u-ron® gel mentol contém 50 mg/g de ibuprofeno em gel e está indicado em uso cutâneo em adultos e crianças com mais de 12 anos, no alívio local da dor e inflamação ligeira, após situações pós-traumáticas, pequenas contusões, distensões, torcicolo ou outras contraturas, dor nas costas (lombalgia) e entorses ligeiras. Está contraindicado em doentes com queimadura solar na área afetada e na hipersensibilidade ao ibuprofeno ou a qualquer outro componente, ou história de reações alérgicas (rinite, dificuldade em respirar ou asma, urticária, comichão ou outras afeções) causadas pelo ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides. É necessária precaução em feridas abertas, mucosas ou pele eczematosa, evitar o contacto com os olhos e a exposição solar, não utilizar pensos oclusivos, não aplicar em áreas extensas e não aplicar simultaneamente com outras preparações tópicas na mesma área. Se os sintomas persistirem por mais de 7 dias deve consultar o seu médico. Medicamento não sujeito a receita médica. Leia atentamente o folheto informativo e em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o seu médico ou farmacêutico. Referências bibliográficas: Resumo das Características do Medicamento ib-u-ron gel mentol, julho de 2018. Figura 4 – Fixação in situ com parafuso em EFS bilateral. 1. Silva RJ, Vince AS, Nolan JF. Acute slipped capital femoral epiphysis in the eightieth year of life: a case report. Injury. 2000; 31(5):390-3. 2. Agamanolis DP, Weiner DS, Lloyd JK. Slipped capital femoral epiphysis: a pathological study. I. A light microscopic 
and histochemical study of 21 cases. J Pediatr Orthop. 1985; 5:40-46. 
 Restante Bibliografia em: www.revdesportiva.pt (A Revista Online) Bene farmacêutica, Lda. Av. D. João II, Ed. Atlantis, Nº44 C 1º • 1990-095 Lisboa Tel: 211 914 455 • Fax: 210 967 419 • Número Único de Pessoa Coletiva e Cons. Reg. Com. de Lisboa: 508735696 • Capital Social: 500.000 Euros www.benefarmaceutica.pt IBG-1219-185-AN Revista de Medicina Desportiva informa maio 2020· 17