Revista de Medicina Desportiva Informa Maio 2012 - Page 9

Rev . Medicina Desportiva informa , 2012 , 3 ( 3 ), pp . 7 – 8

Responde quem sabe

A nutrição e o treino de força na patologia

Prof . Doutor Vítor Hugo Teixeira Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
RESUMO ABSTRACT
O treino de força constitui um bom meio para a reabilitação de patologias crónicas , como seja na reabilitação cardíaca ou respiratória . Estes doentes , apesar da patologia subjacente e do acréscimo do treino de força , devem adotar as regras alimentares aplicadas à população sem doença . O aumento do consumo energético inerente ao treino de força obriga a aumentar o consumo de alimentos , os quais serão de um modo geral suficientes para satisfazer as necessidades de energia , proteína , vitaminas e minerais , mas os suplementos poderão ser necessários em algumas situações .
Strength training is a good way to rehabilitate chronic pathologies , such as in the cardiac and the pulmonary rehabilitation . The patients , although the underlined disease and the resistive training , should adopt the rules applied to the population without disease . The increased energetic consumption related to the resistive training increases the consumption of food , which on general will be enough to cover the needs on energy , protein , vitamins and minerals , but sometimes the supplements might be necessary .
PALAVRAS-CHAVE KEYWORDS
Nutrição , treino de força , suplementos Nutrition , resistive training , supplements
Quais os cuidados nutricionais que os doentes das patologias referidas nesta edição devem ter ?
A reabilitação cardíaca , para ser o mais completa possível , requer uma alteração do estilo de vida do indivíduo , nomeadamente quanto à prática de exercício físico , hábitos tabágicos e comportamento alimentar . O papel da alimentação na prevenção secundária de doenças cardiovasculares visa reduzir o excesso de peso , corrigir dislipidemias , diminuir a pressão arterial e limitar a retenção de fluidos . Os objetivos nutricionais da adoção de um padrão alimentação mais saudável são : baixar a densidade energética , para reduzir o peso ; restringir o sódio e o etanol e aumentar o potássio , para controlar a pressão arterial ; limitar a gordura saturada para diminuir o colesterol ; evitar hidratos de carbono de absorção rápida para controlar os níveis plasmáticos de glicose e triacilgliceróis ; aumentar o aporte de fibra , com benefício no controle da glicemia , pressão arterial , colesterol e peso corporal ; e incrementar os ácidos gordos n-3 para reduzir os níveis de triacilgliceróis e melhorar a função endotelial . Estas diretrizes nutricionais materializam-se pela diminuição da ingestão de carnes vermelhas , pele de aves , leite e queijo gordos , manteiga , salsicharia , margarinas hidrogenadas , pastelaria , bolachas , biscoitos , sal e produtos salgados ( alguns enlatados , águas gaseificadas e cereais de pequeno- -almoço , por exemplo ), açúcar e produtos açucarados , mel , refrigerantes e bebidas alcoólicas . Por outro lado , deve promover-se a ingestão de frutos e hortícolas , cereais integrais , leguminosas ( feijão , fava , grão , soja …), frutos gordos ( especialmente nozes ), azeite e óleos de linhaça ou colza , e peixes gordos ( salmão , sardinha , atum , cavala , arenque ).
O aconselhamento alimentar na reabilitação respiratória depende do estado ponderal do indivíduo . Quer a magreza , quer o peso excessivo , podem afetar a respiração . Se , por um lado , indivíduos com excesso de peso podem experienciar dificuldades respiratórias devido à pressão que a gordura em demasia exerce no diafragma comprimindo os pulmões , por outro lado , a perda de massa
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Revista de Medicina Desportiva informa Maio 2012 · 7
Responde quem sabe Rev. Medicina Desportiva informa, 2012, 3 (3), pp. 7–8 A nutrição e o treino de força na patologia Prof. Doutor Vítor Hugo Teixeira Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto RESUMO ABSTRACT O treino de força constitui um bom meio para a reabilitação de patologias crónicas, como seja na reabilitação cardíaca ou respiratória. Estes doentes, apesar da patologia subjacente e do acréscimo do treino de força, devem adotar as regras alimentares aplicadas à população sem doença. O aumento do consumo energético inerente ao treino de força obriga a aumentar o consumo de alimentos, os quais serão de um modo geral suficientes para satisfazer as necessidades de energia, proteína, vitaminas e minerais, mas os suple Y[œ\\X\\[[H[[X\]XpY\˂[Z[[\H^HZX[]]HۚX]Y\X\[H\XX[B[[ۘ\HZX[]][ۋH]Y[[YH[\[Y\X\H[H\\]HZ[[[YH[\\YYH[][ۈ]]\X\KH[ܙX\Y[\]Xۜ[\[ۈ[]YH\\]HZ[[[ܙX\\Hۜ[\[ۈو Xۈ[\[[B[Yݙ\HYYۈ[\KZ[][Z[[Z[\[]Y][Y\H\[Y[ZYHX\\KSUTPUHVUԑ“]pZ[HܰK\[Y[“]][ۋ\\]HZ[[\[Y[‚]XZ\ZYY]X[ۘZ\]YB[\\]X\Y\Y\›\HYp][H\HXX[]p\0XXK\H\›XZ\\]H][ \]Y\[XB[\p\[HYH[]Y[YXY[Y[H]X[0]XHH^\X[\X0X]XYXH\ܝ[Y[[[Y[\œ\[H[[Y[pH][œX[0\XHH[\\[ݘ\[\\\HY^\^\H\ܜY\\\Y[ZX\[Z[Z\B\\\X[H[Z]\H][™HZYˈؚ]]]X[ۘZ\™HYH[HY[[Y[pXZ\]Y0][ΈZ^\B[YYH[\]XK\HY^\œ\\[\[H][B][Y[\0\[\H۝\H\\\X[[Z]\Hܙ\B]\YH\H[Z[Z\\\]]\Y]H\ۛ™HXܰ\YH\H۝\]Z\\p]XHXHBXX[X\\][Y[\\ܝBHXKH[YX[۝BHX[ZXK\\\X[ \\H\ܜܘ[H[ܙ[Y[\0XYܙL\HY^\‚]Z\HXX[X\\HY[ܘ\H[[[X[ \\\]^\›]X[ۘZ\X]\X[^[K\H[B[Z[ZpH[\0H\\\Y[\[HH]\Z]HB]YZZܙX[ZYK[X\XKX\\[\Y[Y\\[\XKX\\][H]œ[Y [[[]Y0YX\™\ZYXY\H\XZ\H\]Y[X[[܈^[\Kp\B]pX\YY[ YY\[\HXY\[X\ˈ܈]›Y]H[ݙ\\HH[\0B]Hܝ0X\\XZ\[YܘZ\Y[Z[\ ZZ]Kܰژx)K]ܙ \XX[Y[Bޙ\K^Z]HH0[H[pHBKHZ^\ܙ [p\[K][K][K\[]YJKXۜ[[Y[[[Y[\BXX[]p\\]0ܚXH\[H™\Yۙ\[[]Y[ˈ]Y\HXYܙ^K]Y\\^\][HY]\H\\pˈK܂[HY[]Y[H^\B\[H^\Y[X\YX[Y\\\]0ܚX\]Y0\œ]YHHܙ\H[H[X\XH^\H™XYYXH\[Z[[pY\܈]YH\HHX\BPRTSHSPRTSPHԓPBHST“SԋPRTT‹\\HH\X\\X\™H[{ XYHH\۝˜]0H BH[\[H0H[YB\H\YX\]0H BH^[XH L0Z\[H[0H[BܝY[ۜ[H\\[\˜ۙpY\H[\[B[H˝[Y[KTӕU0H B0RT”ԕQSHTSVTHQSQQKRPHHST˂˝[Y[K M M]\HHYYX[H\ܝ]H[ܛXHXZ[ L0 •QQPSHTԕUK[ B ̍ ̌ L  N HB