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Em seguida, realiza-se a avaliação dinâmica: .n  a avaliação da coluna cervical o utente aproxima o mento ao esterno, o pavilhão auricular ao acrómio e o mento ao acrómio .n  a avaliação da coluna dorsolombar o utente realiza inclinações laterais, rotações para a direita e esquerda, mede-se a distância dedos-solo (Figura 2) e, por fim, pode executar-se o teste de Schober (Figura 3). minimizados os movimentos compensatórios. É importante explicar antes o modo de realização do teste, exemplificando-o de forma passiva. Caso haja assimetria, o teste deve ser realizado primeiro no lado presumivelmente não afetado. A avaliação clínica da força muscular baseia-se na escala de seis níveis proposta por Daniels, Williams e Worthingham, em 1958, que se encontra na tabela seguinte4. Grau de força muscular profunda)4. Por norma procura-se primeiro o nível 3 e se for obtido passa-se para os níveis 4 e 5, progressivamente e sem alteração da posição articular. Nalguns grupos musculares, como nos dedos, não é possível usar-se a noção de peso para a avaliação (movimento antigravítico). Assim, os níveis 3, 4 e 5 distinguem-se pelo conceito de resistência e referência contralateral4. Descrição 0 Nenhuma contração muscular 1 Contração muscular visível ou palpável com os dedos, mas sem movimento 2 Movimento da articulação em toda a amplitude com gravidade anulada 3 Movimento da articulação em toda a amplitude contra a força da gravidade 4 Movimento da articulação em toda a amplitude contra a gravidade e resistência manual média oferecida pelo examinador 5 Movimento da articulação em toda a amplitude contra a gravidade e resistência manual máxima oferecida pelo examinador A valoração pode ser mais detalhada usando-se os sinais ‘+’ e ‘–‘, que servem para corrigir a grande diferença de forças entre dois níveis consecutivos. Por exemplo, se um doente apresenta contração muscular do punho com a gravidade anulada, mas não completa o arco de movimento, pode ser-lhe atribuído um ‘2-‘. Se completar o movimento do punho com a gravidade anulada e contra a ação de pequena resistência, mas não conseguir qualquer movimento contra a gravidade, pode ser classificado com um ‘2+’. Figura 2 – Distância dedos-solo. Figura 3 – Índice de Schober (assinala-se ponto A com caneta dermográfica sobre a linha média ao nível da linha que une as duas espinhas ilíacas póstero-superiores; de seguida, assinala-se um ponto 10 cm acima e pede-se ao sujeito (de pé), que faça a flexão máxima anterior do tronco. Mede-se então a distância A–B, que deve ter variação superior a 5 cm). Baseia-se na observação de eventual contração muscular e na existência de movimento contra resistência da força da gravidade ou do examinador. A resistência por oposição manual depende do sexo, idade, profissão do examinador e do peso do utente. O membro contralateral é a referência por excelência. A oposição manual deve situar-se o mais distante possível do pivot articular (Figura 4)4. Bibliografia 1. Stedman Dicionário Médico. 25.ª ed. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 1996. 2. Krivickas LS, Wilbourn AJ. Peripheral nerve injuries in athletes: a case series of over 200 injuries. Semin Neurol. 2000;20(2):225-32. 3. Seydel H, Ball J, Dains J, Benedict G. Mosby’s guide to physical examination. 5.ª ed. Mosby. St. Louis. 2003. 4. Daniels L, Williams M, Worthingham C. Le testing. 2.ª ed. Maloine. Paris. 1958. 1.2. Pesquisa de amiotrofias e teste de força muscular Antes da avaliação muscular deve realizar-se o exame articular, no sentido de se determinar a normalidade das amplitudes de movimento da articulação. O modo de execução deve ser confortável para o utente, reprodutível e devem ser Figura 4. O nível 1 identifica-se por palpação do ventre muscular ou do tendão (no caso de os músculos serem impalpáveis devido à sua situação Revista de Medicina Desportiva informa Maio 2012 · 31