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chimento, limitação decorrente da faixa etária, em que são frequentes comportamentos de oposição, e a suscetibilidade de, estando num estabelecimento de ensino, responder o que é socialmente correto, entre outros), os dados obtidos permitem concluir que é fulcral desenhar campanhas preventivas mais eficientes e com informação relevante adaptada à faixa etária dos adolescentes, nomeadamente quanto à aplicação correta do PS. A eficácia das campanhas fotodermoprotetoras neste grupo etário pode contribuir para a aquisição de comportamentos saudáveis não só no momento mas também ao longo da vida, podendo ser importantes na prevenção de doenças relacionadas com a exposição solar. Bibliografia 1. Ghazi S, Couteau C, Coiffard LJ. How to guarantee adequate sun protection for a young sportsperson. J Dtsch Dermatol Ges. 2011 Jun;9(6):470-4. 2. 2 – Reinau D, Meier C, Gerber N, Hofbauer GF, Surber C. Sun protective behaviour of primary and secondary school students in North-Western Switzerland. Swiss Med Wkly 2012;142:w13520. 3. Horsley L, Charlton A, Waterman C. Current action for skin cancer risk reduction in English schools: pupils’ behaviour in relation to sunburn. Health education Research, Theory & Practice 2002; 17(6): 715–731. 4. Cohen L, Brown J, Haukness H, Walsh L, Robinson JK. Sun protection counseling by pediatricians has little effect on parent and child sun protection behavior. J Pediatr. 2013 Feb;162(2):381-6. 5. Rogers HW, Weinstock MA, Harris AR, Hinckley MR, Feldman SR, Fleischer AB, Coldiron BM. Incidence estimate of nonmelanoma skin cancer in the United States, 2006. Arch Dermatol. 2010 Mar;146(3):283-7. 6. Whiteman DC, Whiteman CA, Green AC. Childhood sun exposure as a risk factor for melanoma: a systematic review of epidemiologic studies. Cancer Causes Control. 2001 Jan;12(1):69-82. 7. Saridi M., et al. Knowledge’s and attitudes to sun exposure among adolescents in Korinthos; Greece Rural Remote Health; 2009 Oct-Dec; 9(4): 1162. 8. Balk SJ. Council on Environmental Health; Section on Dermatology. Ultraviolet radiation: a hazard to children and adolescents. Pediatrics. 2011 Mar;127(3):e791-817. 9. Dusza SW, Halpern AC, Satagopan JM, Oliveria SA, Weinstock MA, Scope A, Berwick M, Geller AC. Prospective study of sunburn and sun behavior patterns during adolescence. Pediatrics. 2012 Feb;129(2):309-17. Restante Bibliografia em: www.revdesportiva.pt (A Revista Online) UMA REFLEXÃO SOBRE O PLANEAMENTO DO TREINO Continuação da página 22 Os objetivos da terapêutica são Dr. Benjamim Carvalho evitar o agravamento lesional, O treino não é uma ciência limitar o processo inflamatório, exacta e, como na medicina, nem prevenir e limitar o hematoma, sempre, nem nunca. Treinar, para facilitar a regeneração e a cicaalém de ciência, é arte, é fé, é ter trização, estimular a readaptação muita paciência e uma grande funcional e promover a readappaixão. Matvevv, Bompa e os tação ao esforço. As terapêuticas magistrais tratados de Astrand ou experimentais encontram nesta Costill são, sem dúvida, indispenpatologia um crescente interesse, sáveis instrumentos de treino, nomeadamente crioterapia local mas se não tivermos a experiênsuperficial (prolongada), as ondas cia do seu significado e a capacide choque radiais, as terapêutidade do seu alcance não teremos cas biológicas (suramina, miostatina, …), o sangue autólogo, senão alguma desilusão devida á o plasma rico em plaquetas, os falibilidade dos resultados espefatores de crescimento, a injeção rados de um saber que nos parece de corticosteroide, colagénio (eco dogmático. A leitura dos bons guiada), o oxigénio hiperbárico tratados apenas nos ajuda, se forentre outros (“stem cells, gene mos eloquentes, a dar uma aula therapy,…). São descritos os magistral aplaudida pela plateia. erros a evitar, nomeadamente Se falarmos da prática para uma a massagem manual precoce plateia, certamente que receberesobre a rutura, a imobilização mos vaias dos teóricos que, fechaprolongada, os anti-inflamatórios dos na biblioteca e no laboratório, por longos períodos, a infiltração pouco sabem de treino. No meu corticoide, a ausência de critério percurso, entre a biblioteca e o na utilização de agentes físicos e COM PLACAS TERMOPLÁSTICAS terreno, vivi a solidão da incera introdução precoce da atividade PERNEIRA teza. Se voltasse atrás, sabendo / ausência de critérios. o que julgo saber, não voltaria O autor identifica como princia sentir a inquietação dessa pais critérios de retoma gravidade incerteza, nem o desassossego lesional inicial a perceção sintomática + tempo de evolução, os de tudo o que me transcendia e testes musculares (estiramento continuará a transcender porque máximo, contração isométrica, o transcendente, na ciência do contração muscular excêntrica), treino, será infinito. o perfil isocinético (analítico, Várias coisas eu aprendi: relacional), o estudo ecográfico • o saber só é válido se a expee os testes no campo relativos à riência assim o corroborar; condição física. Considerando a • o treino é um processo contíespecificidade e importância desnuo, com ajuste permanente, portiva do tema o autor sugere a tendo em conta o treino e o necessidade da educação médica treinado; COXA continua e da obrigatoriedade de • podemos utilizar a melhor profissionalização dos departametodologia, mas dela também mentos médicos dos clubes em poderá resultar o pior resultado; prestações competitivas, particu• o treinado, sendo o tocador, larmente do médico assistente. deve permanentemente, adaptar a música conforme a sua Coordenação: Dr. Basil Ribeiro e arte para a dança. Dr. José Pedro Marques Avançando para o seu bem estar! www.interorto.pt Revista de Medicina Desportiva informa Julho 2016 · 27