Revista de Medicina Desportiva Informa Janeiro 2020 - Page 33

condições hipóxicas, as alterações foram positivamente correlaciona- das com as alterações na W’. Agradecimentos Os autores agradecem a participação de todos os atletas envolvidos. Este trabalho foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (SFRH/ BPD/114670/2). Os autores negam qualquer conflito de interesses, assim como a originalidade do texto e a sua não publicação prévia. Contacto Ana Sousa Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Quinta dos Prados, 5001-801, Vila – Real, Portugal. Telefone: +00351 259350000; E-mail: sousa.acm@gmail.com Bibliografia 1. Ofner M, Wonisch M, Frei M et al. Influence of acute normobaric hypoxia on physiological variables and lactate turn point determination in trained men. J Sports Sci Med. 2014; 13(4):774. 2. Sheel AW, MacNutt MJ, Querido JS. The pul- monary system during exercise in hypoxia and the cold. Exp. Physiol. 2010; 95(3):422-30. 3. MacInnis MJ, Nugent SF, MacLeod KE, Lohse KR. Methods to Estimate VO 2 max upon Acute Hypoxia Exposure. MSSE. 2015, 47(9):1869-1876. 4. Wehrlin J, Hallén J. Linear decrease in VO2max and performance with increasing altitude in endurance athletes. Eur. J. Appl. Physiol. 2006; 96:404-12. 5. Lawler J, Powers SK, Thompson D. Linear relationship between VO2max and VO 2 max decrement during exposure to acute hypoxia. J. Appl. Physiol. 1988; 64(4):1486-92. 6. Chapman RF, Emery M, Stager JM. Degree of arterial desaturation in normoxia influences VO 2 max decline in mild hypoxia. Medicine and science in sports and exercise. 1999; 31(5):658-63. 7. Mollard P, Woorons X, Letournel M et al. Role of maximal heart rate and arterial O 2 satura- tion on the decrement of VO 2 max in moderate acute hypoxia in trained and untrained men. International journal of sports medicine. 2007; 28(3):186-92. 8. Wehrlin JP, Hallen J. Linear decrease in VO 2 max and performance with increasing alti- tude in endurance athletes. European journal of applied physiology. 2006; 96(4):404-12. 9. Clark SA, Bourdon PC, Schmidt W et al. The effect of acute simulated moderate altitude on power, performance and pacing strategies in well-trained cyclists. European journal of applied physiology. 2007; 102(1):45-55. 10. Peltonen JE, Tikkanen HO, Ritola JJ, Ahotupa M, Rusko HK. Oxygen uptake response during maximal cycling in hyperoxia, normoxia and hypoxia. Aviat Space Environ Med. 2001; 72(10):904-11. 11. Fulco CR, P; Cymerman, A. Maximal and submaximal exercise performance at altitude. Aviation Space Environmental Medicine. 1998; 69:793-801. Restante Bibliografia em: www.revdesportiva.pt (A Revista Online) Dr. Marcos Agostinho MGF, Pós- graduação em MD. Torres Vedras Celebrou- -se o 10º aniversário da nossa Revista. 10 anos! E em 10 anos o panorama da Medi- cina Desportiva (MD) em Portugal alterou-se para uma forma mais reconhecível. Mais presente. Mais atual. Vejamos aqui as 10 novas vidas que nasceram, ou renasce- ram, em território nacional: 1. Presença ativa no Programa Nacional para a Promoção de Atividade Física da Direção-Geral de Saúde 2. Criação da Unidade de Saúde e Performance na Federação Portu- guesa de Futebol 3. Modernização da Sociedade Por- tuguesa da Medicina Desportiva (SPMD) 4. Abertura do internato estrutu- rado pelo Colégio da Medicina Desportiva da Ordem dos Médicos 5. Presença ativa no corpo editorial do British Journal of Sports Medicine e BMJ Open Sport and Exercise Medicine 6. M  odernização e aumento de oferta (e procura) na pós-graduação 7. Criação e participação ativa nas redes sociais: Facebook, Twitter e WhatsApp 8. Aumento de oferta e participação em eventos científicos nacionais e internacionais 9. Envolvência ativa por outras especialidades médicas, como a Medicina Geral e Familiar, Cardio- logia e outras 10. A criação e a evolução da Revista: formato digital, tra- dução (inglês), indexação (por DOI), aumento de investigação e publicação de matéria científica e a participação ativa da SPMD. É de aplaudir e reconhecer, com grande mérito, os contributos realizados por todos os envolvidos nestes avanços. Em apenas 10 anos a MD em Portugal despoletou de uma aldeia local para uma aldeia global, equiparando-se a outros países fortes, com uma MD mais reconhecida e longínqua. Se tudo isto se conseguiu em apenas 10 anos, o que reservarão os próximos 10? Ficaremos atentos às futuras edições desta nossa revista, tam- bém internacional, para acompa- nhar esta evolução. Association Between Soft Drink Consumption and Mortality in 10 European Countries JAMA Intern Med. 2019 Sep 3. doi: 10.1001/ jamainternmed.2019.2478. [Epub ahead of print] É sabido que o consumo de bebidas açucaradas ou de refrige- rantes adoçados artificialmente é elevado e tem sido associado à obesidade, especialmente à infan- til e juvenil. Contudo, este estudo publicado em setembro vem documentar uma nova perspe- tiva: a sua associação com maior risco de mortalidade por todas as causas ou causa específica. Este estudo de coorte, multicêntrico, realizado em 10 países europeus (Portugal não incluído), envol- veu 451743 pessoas (50.8±9.8 anos de idade, 71,1% mulheres), recrutadas desde 01/01/1992 a 31/12/2000 e integrado no Euro- pean Prospective Investigation into Cancer and Nutrition. A análise dos resultados foi realizada durante 2018. Foram excluídos os doentes e aqueles com registos inadequa- dos dos consumos alimentares ou destas bebidas. Durante o tempo médio de seguimento (16.4 anos) houve 41693 mortes e a maior mortalidade verificou-se naque- les que consumiam dois ou mais copos/dia em relação a menos de um copo/mês. Verificaram- -se associações positivas entre o consumo e morte por doenças circulatórias e por doenças do aparelho digestivo. Nas conclu- sões, os autores referem que o estudo constatou que o consumo total das bebidas açucaradas (soft drinks) “esteve positivamente associado com todas as causas de morte neste grande estudo europeu de coorte”, sendo que os resultados são importantes para a promoção de campanhas públi- cas no sentido da limitação da ingestão deste tipo de bebidas. BR Revista de Medicina Desportiva informa janeiro 2020· 31