Revista de Medicina Desportiva Informa Janeiro 2012 - Page 9

atravessam a superfície articular da tíbia proximal .
Bibliografia
Figura 3 . Radiografia de Perfil Joelho
Figura 4 . Incidência de Face Joelho esq ( notar patela em posição anormalmente alta menor densidade óssea na região da TAT )
Figura 5 . Radiografia de controlo pós-operatório
De salientar que o paciente não apresentava antecedentes de doença de Osgood-Schlatter .
Resultados
O paciente recuperou rapidamente o arco completo de mobilidade do joelho e retomou o nível de actividade prévio à lesão .
Reiniciou a prática desportiva aos 4 meses pós-operatório e mantém- -se a jogar Basquetebol sem queixas desde então ( 1 Ano e 6 Meses de seguimento ).
Não surgiram complicações descritas na literatura como : pseudartrose , “ patela baja ”, calcificação do tendão patelar , e / ou instabilidade do LCA .
Discussão
O caso descrito enquadra-se nos dados epidemiológicos , etiopatogénicos e clínicos descritos na bibliografia existente .
A maior frequência , desta patologia , em adolescentes do sexo masculino pode estar associada à maior força muscular e agressividade associadas ao sexo masculino e ainda ao encerramento mais tardio das fises 5 .
Epidemiologicamente existe uma predisposição para estas lesões ocorrerem no membro inferior não dominante , cirscuntância para a qual não existe uma explicação científica adequada 5 . Determinar o mecanismo fisiopatológico deste achado epidemiológico poderia ajudar a desenvolver formas de prevenção da lesão .
Existem alguns relatos na bibliografia que sugerem a doença de Osgood- -Schlatter como factor predisponente
para fracturas avulsivas da TAT . Mas esta suspeita não está cientificamente comprovada , apesar de parecer existir uma associação 14 .
Outro ponto de discussão é a necessidade de extracção de material de osteossíntese após consolidação da fractura . Uma das complicações mais frequentes após o tratamento cirúrgico desta lesão é a proeminência provocada pela cabeça do ( s ) parafuso ( s ) usados na osteossíntese . Este problema pode ser contornado , escarificando a região da inserção do parafuso . No entanto , este gesto técnico pode fragilizar ainda mais a tuberosidade , podendo provocar a fragmentação do foco de fractura e tornar uma fractura de fácil tratamento , com um prognóstico excelente , num problema bem mais difícil .
Conclusões
Apesar de rara , a fractura avulsiva da TAT é a lesão traumatica fisária da região do joelho com melhor prognóstico .
O tratamento conservador tem indicações limitadas , reservando-se para o tratamento de fracturas do tipo IA de Ogden . A grande maioria beneficia de tratamento cirúrgico com redução aberta e osteossíntese . A opção da técnica de osteossíntese fica ao critério do cirurgião ( resultados excelentes estão descritos com diferentes técnicas como sutura intra-óssea , fixação com fios de Kirschner , parafusos corticais / esponjosos com ou sem anilha ). O factor de prognóstico mais importante é a qualidade da redução do foco , assumindo particular importância nas fracturas do tipo III de Ogden que
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atravessam a superfície articular da tíbia proximal. Bibliografia Figura 3. Radiografia de Perfil Joelho Figura 4. Incidência de Face Joelho esq (notar patela em posição anormalmente alta menor densidade óssea na região da TAT) Figura 5. Radiografia de controlo pós-operatório De salientar que o paciente não apresentava antecedentes de doença de Osgood-Schlatter. Resultados O paciente recuperou rapidamente o arco completo de mobilidade do joelho e retomou o nível de actividade prévio à lesão. Reiniciou a prática desportiva aos 4 meses pós-operatório e mantém-se a jogar Basquetebol sem queixas desde então (1 Ano e 6 Meses de seguimento). Não surgiram complicações descritas na literatura como: pseudartrose, “patela baja”, calcificação do tendão patelar, e/ou instabilidade do LCA. para fracturas avulsivas da TAT. Mas esta suspeita não está cientificamente comprovada, apesar de parecer existir uma associação14. Outro ponto de discussão é a necessidade de extracção de material de osteossíntese após consolidação da fractura. Uma das complicações mais frequentes após o tratamento cirúrgico desta lesão é a proeminência provocada pela cabeça do(s) parafuso(s) usados na osteossíntese. Este problema pode ser contornado, escarificando a região da inserção do parafuso. No entanto, este gesto técnico pode fragilizar ainda mais a tuberosidade, podendo provocar a fragmentação do foco de fractura e tornar uma fractura de fácil tratamento, com um prognóstico excelente, num problema bem mais difícil. Discussão Conclusões O caso descrito enquadra-se nos dados epidemiológicos, etiopatogénicos e clínicos descritos na bibliografia existente. A maior frequência, desta patologia, em adolescentes do sexo masculino pode estar associada à maior força muscular e agressividade associadas ao sexo masculino e ainda ao encerramento mais tardio das fises5. Epidemiologicamente existe uma predisposição para estas lesões ocorrerem no membro inferior não dominante, cirscuntância para a qual não existe uma explicação científica adequada5. Determinar o mecanismo fisiopatológico deste achado epidemiológico poderia ajudar a desenvolver formas de prevenção da lesão. Existem alguns relatos na bibliografia que sugerem a doença de Osgood-Schlatter como factor predisponente Apesar de rara, a fractura avulsiva da TAT é a lesão traumatica fisária da região do joelho com melhor prognóstico. O tratamento conservador tem indicações limitadas, reservando-se para o tratamento de fracturas do tipo IA de Ogden. A grande maioria beneficia de tratamento cirúrgico com redução aberta e osteossíntese. A opção da técnica de osteossíntese fica ao critério do cirurgião (resultados excelentes estão descritos com diferentes técnicas como sutura intra-óssea, fixação com fios de Kirschner, parafusos corticais/esponjosos com ou sem anilha). O factor de prognóstico mais importante é a qualidade da redução do foco, assumindo particular importância nas fracturas do tipo III de Ogden que 1. Beaty JH, Kumar A. Fractures about the knee in children. Journal of Bone and Joint Surgery American 1994;76:1870-1880 2. Bolesta MJ, Fitch RD. Tibial tubercle avulsions. Journal of Pediatric Orthopaedics 1986; 6:186-192 3. Bowers KD Jr. Patellar tendon avulsion as a complication of Osgood-Schlatter’s disease. American Journal of Sports Medicine 1981; 9:356-359 4. Chow SP, Lam JJ, Leong JCY. Fracture of the tibial tubercle in the adolescent. Journal of Bone and Joint Surgery British 1990; 72:231-234 5. Christie MJ, Dvonch VM. Tibial tuberosity avulsion fracture in adolescents. Journal Pediatric Orthopaedics 1981; 1:391-394 6. Davidson D, Letts M. Partial sleeve fractures of the tibia in children: an unusual fracture pattern. Journal of Pediatric Orthopaedics 2002;22:36-40 7. Deliyannis S. Avulsion of the tibial tuberosity. Injury 1973; 4: 341-344 8. Donahue JP, Brennan JF, Barron OA. Combined physeal/apophyseal fracture of the proximal tibia with anterior angulation from an indirect force: report of 2 cases. American Journal of Orthopaedics 2003; 32:604-607 9. Ergun M, Taskiran E, Ozgurbuz C. Simultaneous bilateral tibial tubercle avulsion fracture in a basketball player. Knee Surgery Sports Traumatology Arthroscopy 2003;11:163-166 10. Gaudier. De l’arrachement de la tubérosité antérieure du tibi. Revue de Chirurgie Paris 1905; 3:305-334 11. Hand W, Hand C, Dunn AW. Avulsion fractures of the tibial tubercle. Journal of Bone and Joint Surgery American 1971; 53;1579-1583 12. Inoue G, Kuboyama K, Shido T. Avulsion fractures of the proximal tibial epiphysis. Journal of Sports Medicine Brasil 1991;25:52-56 13. Levi JH, Coleman CR. Fracture of the tibial tubercle. American Journal of Sports Medicine 1976; 4:254-263 14. Ogden JA, Tross RB, Murphy MJ. Fractures of the tibial tuberosity in adolescents. 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