Revista de Medicina Desportiva Informa Janeiro 2012 - Page 16

diminui significativamente os valores observados nas diversas escalas de avaliação ( International Knee Documentation Committee - Subjective Knee Form ( IKDC-SKF ), score Lillois , SF-36 e Knee Walking Test ( KWT )). Segundo Corry et al . 17 6 % dos doentes apresentam queixas álgicas no KWT aos 2 anos de pós-operatório após a reconstrução com ST-G versus 31 % com OTO .
Num estudo efetuado pelos autores 18 numa população com motivação desportiva , observou-se que às duas semanas de pós-operatório 32,0 % dos atletas do grupo OTO e 21,7 % do grupo ST-G manifestavam queixas álgicas ; aos 2 anos de follow-up apenas 1 ( 4 %) atleta do grupo OTO mantinha essas queixas . Naqueles em que foi realizada a ligamentoplastia ST-G , observou- -se recuperação mais precoce das queixas álgicas e os atletas do grupo OTO apresentaram percentagem de KWT doloroso superior ( OTO 72 % vs ST-G 28 %; p = 0,002 ).
No sentido de evitar as queixas álgicas no pós-operatório e manter a proprioceptividade , diversos autores 1 , 19 , 20 recomendam uma cirurgia minimamente desbridativa . Segundo Gohil S . 21 esta técnica parece acelerar a revascularização do neo-LCA , que é indicada pelo aumento do sinal em RMN , mas não há evidência que isso fosse acelerar a recuperação da resistência do enxerto .
Kartus et al . 12 , 13 demonstrou através de estudos por RMN que as queixas álgicas ao agachar e na marcha sobre os joelhos não estava diretamente relacionadas com a zona dadora do tendão patelar . Dados correspondentes foram referidos por Kiss 22 através do uso de Ecografia .
Figura 1 . Abordagem para colheita de ST-G
Alterações da Sensibilidade
A lesão neurológica como complicação da ligamentoplastia tem sido bastante documentada na literatura , mas a maioria dos trabalhos apenas foca a vulnerabilidade do ramo infrapatelar do nervo safeno ( RIPNS ) 14 , 23 . Segundo Eriksson 24 , após ligamentoplastia do LCA com ST-G pode surgir localizada mais distalmente uma área de défice sensitivo , que está relacionada com a lesão do ramo sartorius do nervo safeno ( RSNS ). A zona de défice sensitivo referida à face antero-medial do joelho pode estar em relação com a lesão ( completa ou parcial ) do RIPNS ou das fibras proximais do nervo safeno que comunicam com o RIPNS , lesadas durante a fase de stripping e / ou da incisão cutânea . Alterações da sensibilidade referidas à face medial da perna e do tornozelo estão relacionadas com a lesão neurológica do RSNS aquando da disseção e / ou identificação da inserção distal do ST-G no pes anserinus e / ou sua tenotomia . Neste contexto , a identificação da proximidade do nervo safeno com o ST-G sugeriu a “ posição de 4 ”, com o joelho fletido e a anca em rotação externa , para a fase de recolha do enxerto ( ST- G ), no sentido de relaxar a tensão do nervo safeno à medida que este passa sobre o Gracilis 25 , 26 . Boon et al . 27 descreve uma “ área segura ” para colheita do ST-G , por meio de uma incisão oblíqua . A literatura concorda que os défices de sensibilidade após a ligamentoplastia do LCA se possam dever ao posicionamento do membro aquando da colheita da plastia , à orientação da incisão cutânea , à exposição inicial dos tendões , à lesão iatrogénica durante a fase de stripping e / ou ao túnel tibial .
Figura 2 . Preservação do RIPNS após colheita OTO
Drain O . et al . 11 referem uma relação estatisticamente significativa entre o desconforto na marcha sobre os joelhos e as alterações sensitivas locais . Num trabalho desenvolvido pelos autores 18 , observou-se que ao fim de 2 anos de pós-operatório 70 % dos atletas ( 84 % OTO vs 56 % ST-G ; p = 0,031 ) referem , mesmo que transitoriamente , algum tipo de défice sensitivo . Nessa série observou-se também que o tempo médio de persistência das queixas sensitivas esteve estatisticamente relacionado com a técnica de ligamentoplastia utilizada , sendo inferior para o grupo ST-G . Segundo Kjaergaard J . 28 os doentes com défices sensitivos não diferem dos restantes em termos do Lysholm Knee Scoring Scale ( LKSS ). Resultados semelhantes foram observados na série dos autores 18 e para ambos os grupos ( OTO vs ST-G ), havendo ausência de correlação entre as alterações sensitivas e um KWT doloroso e / ou o valor médio do IKDC-SKF e do LKSS . Segundo o autor , o mesmo número de lesões sensitivas na região do joelho após plastia com ST-G causa menor dificuldade ao agachar e na marcha sobre os joelhos que quando utilizado para plastia OTO . Isto pode- -se dever ao facto de , após ligamentoplastia com OTO , no agachamento a pressão ser exercida diretamente sobre ou perto do local onde o nervo lesionado se encontra , o que já levou alguns cirurgiões a optarem por uma abordagem mais parapatelar ou oblíqua em vez da clássica abordagem
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diminui significativamente os valores observados nas diversas escalas de avaliação (International Knee Documentation Committee - Subjective Knee Form (IKDC-SKF), score Lillois, SF-36 e Knee Walking Test (KWT)). Segundo Corry et al.17 6% dos doentes apresentam queixas álgicas no KWT aos 2 anos de pós-operatório após a reconstrução com ST-G versus 31% com OTO. Num estudo efetuado pelos autores18 numa população com motivação desportiva, observou-se que às duas semanas de pós-operatório 32,0% dos atletas do grupo OTO e 21,7% do grupo ST-G manifestavam queixas álgicas; aos 2 anos de follow-up apenas 1 (4%) atleta do grupo OTO mantinha essas queixas. Naqueles em que foi realizada a ligamentoplastia ST-G, observou-se recuperação mais precoce das queixas álgicas e os atletas do grupo OTO apresentaram percentagem de KWT doloroso superior (OTO 72% vs ST-G 28%; p=0,002). No sentido de evitar as queixas álgicas no pós-operatório e manter a proprioceptividade, diversos autores1, 19, 20 recomendam uma cirurgia minimamente desbridativa. Segundo Gohil S.21 esta técnica parece acelerar a revascularização do neo-LCA, que é indicada pelo aumento do sinal em RMN, mas não há evidência que isso fosse acelerar a recuperação da resistência do enxerto. Kartus et al.12,13 demonstrou através de estudos por RMN que as queixas álgicas ao agachar e na marcha sobre os joelhos não estava diretamente relacionadas com a zona dadora do tendão patelar. Dados correspondentes foram referidos por Kiss22 através do uso de Ecografia. Figura 1. Abordagem para colheita de ST-G 14 · Janeiro 2012 www.revdesportiva.pt Alterações da Sensibilidade A lesão neurológica como complicação da ligamentoplastia tem sido bastante documentada na literatura, mas a maioria dos trabalhos apenas foca a vulnerabilidade do ramo infrapatelar do nervo safeno (RIPNS) 14, 23. Segundo Eriksson24, após ligamentoplastia do LCA com ST-G pode surgir localizada mais distalmente uma área de défice sensitivo, que está relacionada com a lesão do ramo sartorius do nervo safeno (RSNS). A zona de défice sensitivo referida à face antero-medial do joelho pode estar em relação com a lesão (completa ou parcial) do RIPNS ou das fibras proximais do nervo safeno que comunicam com o RIPNS, lesadas durante a fase de stripping e/ou da incisão cutânea. Alterações da sensibilidade referidas à face medial da perna e do tornozelo estão relacionadas com a lesão neurológica do RSNS aquando da disseção e/ou identificação da inserção distal do ST-G no pes anserinus e/ ou sua tenotomia. Neste contexto, a identificação da proximidade do nervo safeno com o ST-G sugeriu a “posição de 4”, com o joelho fletido e a anca em rotação externa, para a fase de recolha do enxerto (STG), no sentido de relaxar a tensão do nervo safeno à medida que este passa sobre o Gracilis25, 26. Boon et al.2 \ܙ]H[XH8'0\XHY\x'H\BZ]H Q܈YZ[H[XB[\؛0\]XKH]\]\HۘܙH]YH0YX\H[X[YYB\0HY[Y[\XHHB]\[X[ۘ[Y[™Y[X\]X[HZ]HB\XK0ܚY[pH[\]0蛙XK0^p[XX[[0Y\\X][XH\[HH\HB\[KH[0[XX[ Y\H \\pT\0˜Z]H‚Z[ˈ][ LHY\[H[XH[p\]\X[Y[HYۚYX]]B[H\ۙܝHX\H؜B[H\[\pY\[]]\›Z\ˈ[HX[\[Yœ[]]ܙ\N ؜\K\H]YH[™[HH [H0[\]0ܚ[ B]]\  H MH QœL JHY\[KY\[]YH[]ܚX[Y[K[[H\H0YXB[]]ˈ\H\YH؜\K\B[X[H]YH[\pY[B\\0ꛘXH\]YZ^\[]]\™\]H\]\X[Y[H[X[ۘY˜HH0XۚXHHY[Y[\XH][^YK[[\[܈\Bܝ\ QˈY[ژY\X\[\H0YX\[]]Y\[H\[\™[H\[\HۙYHܚ[”[H K\[Y[Y[[\ܘ[H؜\YH\YH˜]]ܙ\NH\H[Xܝ\Š QK][]\ꛘXHBܜ[p[H\[\pY\[]]\H[HܛKH[܈pY[RTшH˂Y[]]܋Y\[Y\™H\Y\[]]\HYpš[\0\XHH Q]\BY[܈YX[YH[YX\HBX\H؜H[]YH]X[][^Y\H\XHˈ\K\H]\[XK\0Y[Y[\XHHYX[Y[˜H\\^\YH\][Y[B؜HH\[ۙH\›\[ۘYH[۝K]YHH]B[[\\pY\H\[H܈[XBXܙY[HXZ\\\][\H؛0\]XH[H^H0\XHXܙY[B