Revista de Medicina Desportiva Informa Janeiro 2012 - Page 14

Avançando para o seu bem estar !

Avançando para o seu bem estar !

Considerações finais
Existindo vantagens na intervenção psicológica na reabilitação de lesões , qual a razão de assistirmos a uma escassez de intervenções a este nível ? Certamente existirão muitas razões . Por exemplo , a sempre e inevitável falta de verbas para a contratação dos serviços de profissionais com treino nesta área , a falta de tempo para integrar o treino psicológico nas rotinas do atleta ( mesmo que neste caso até exista frequentemente muito tempo livre …), o desconhecimento sobre como pôr em prática este tipo de intervenção , etc . Mas permita-me o leitor a franqueza de enunciar a razão que mais tenho depreendido das situações que vou conhecendo . O treino psicológico não é encarado pelos diferentes agentes desportivos como uma atividade realmente merecedora de intervenção por parte de um profissional especializado . Tenho constatado que pessoas com vasta experiência nas diferentes áreas da intervenção desportiva atribuírem a si próprias esta competência para “ dar moral ao atleta ”.
Infelizmente , as complexidades inerentes aos fatores psicológicos envolvidos nas lesões e a necessidade de ajustarmos as técnicas psicológicas a cada caso não se compadecem com este voluntarismo . E obviamente , existindo cada vez mais a noção de que os diferentes ramos das ciências do desporto contribuem para a melhoria do rendimento desportivo , será uma questão de tempo para a compreensão da importância de intervir sobre o “ lado mental das lesões ”.
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( Continuação da página 9 )
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12 · Janeiro 2012 www . revdesportiva . pt
Considerações finais Existindo vantagens na intervenção psicológica na reabilitação de lesões, qual a razão de assistirmos a uma escassez de intervenções a este nível? Certamente existirão muitas razões. Por exemplo, a sempre e inevitável falta de verbas para a contratação dos serviços de profissionais com treino nesta área, a falta de tempo para integrar o treino psicológico nas rotinas do atleta (mesmo que neste caso até exista frequentemente muito tempo livre…), o desconhecimento sobre como pôr em prática este tipo de intervenção, etc. Mas permita-me o leitor a franqueza de enunciar a razão que mais tenho depreendido das situações que vou conhecendo. O treino psicológico não é encarado pelos diferentes agentes desportivos como uma atividade realmente merecedora de intervenção por parte de um profissional especializado. Tenho constatado que pessoas com vasta experiência nas diferentes áreas da intervenção desportiva atribuírem a si próprias esta competência para “dar moral ao atleta”. Infelizmente, as complexidades inerentes aos fatores psicológicos envolvidos nas lesões e a necessidade de ajustarmos as técnicas psicológicas a cada caso não se compadecem com este voluntarismo. B؝X[Y[K^\[YH^XZ\˜HH]YHY\[\[[™\pꛘX\\ܝ۝XY[B\HHY[ܚXH[[Y[\ܝ]\H[XH]Y\0H[\œ\HH\Y[H[\ܝ0蛘XBH[\\؜H8'YY[[\›\Y\'KX[ܘYXB][[\B]H[H\\BL0[Z\ L˜]\ܝ]KKH]\ˈ JK[\H][[ۂ[ZX[]][ۋ[ˈ]\ Y K[وܝYYX[H[Y[NܝXH  KN KX\\[^KHZ[  NNLKXHوܝ[\K[\ZYۋS[X[[]X˂˂H[X[\K [\[K NNN KXX[[X[وܝ[\N]Y][ܚ]\]YHوH\[[\B[[ \[و\YYܝXK L KLK۝[XpH0Y[HJBH[[K ܝ[ XYX\[H][[K]\[[\Xو\]XH[[YN[[\][ۘ[\^Bو XXˈ[[Y[\XX\ X\ NM JN ML ˂H[8$T\Y [ˈ ܚX[ X[[]Y]X[]HوYH[[ۙ\ۜ]\]XH[[YNH\[X]Xœ]Y]ˈ[[Y[\XX\ [M NLMKN K H[\ˋ]\\Kۛ]KY[\Kܛۚ[ˋX[ˋ[[Y[KZˋ]XKX[H\[ق[XYY\]H\X\\[H[]Y]\˂\[\K X^NL JNML LLKKHX^[ۋP\[X[Y[XHX[\[X[و\]XH[[YH[HR[Tˈ\XXXۛZXˈ ̍ JNKL˂H\[^YHRRHXYۛXܚ]\XH܂[[ۘ[\[\[[\ܙ\ˈ[H\[\ \[ L L J N N N K˂Hۙ]ˑ\ۈˑˋ^Hˑ Yۈ KYX\[[\ˋ[[ۘ[[\ܙ\ˈ\[\K \L JNM NLK HZ[ܙˋYXHˋZYKY[H [\K[\KZ[ܙ\KX۝YHوY][YH\][ۘ[[XܙX][ۘ[\X[X]]H[\وۂ[X[[\]\[\] B]YM N͌MKKHZ[\H\H^\ވX[Y[YBYXو\X[X]]Hۈ[\[[\[][]XX][ۈ[X[HXXˈ[BYY  LML͋NKL QH]\KK][[X[Kˋ]\’ Z\X[ K[]KHY\•˔[\KR[Y][˔ YXقY[\\X[X]]HۈYX][ۈ]\[ZYKXYY]Y[\Z[[وۚX˜ۜ\][ۋ[\[\ B\ N NKLKR[HK[][[Hو\]XH[[YK[Y[HوY\[HXܜ[[X][ܙX[YHY[ˈ[\Y HX\ N MM LQ[^HKܚ[[Y\ˋؙ\ [ۂˋ]ZK[HK[ˋHYX›و^\\H\ۈ[\\[]X[]HوYB[]Y[XYۛY]\]XH[[YNH[Z\Y۝YX[ [ܝYY \ JJN N L˂R[\ۈK[\[KY Z܂KYZ\X[X]]H[\ݙ\[\\[\]XH[[YNH[Z^Y۝YX[ [H\[\ LBX^N L JNLMKL