Revista Crea-SP | nº 07 - Page 14

MUNDO VIRTUAL BACKUP PORQUE O SEGURO MORREU DE VELHO 14 | R E V I S T A CREA-SP UMA DAS MAIS VALIOSAS LIÇÕES que aprendi no exercício de minha profissão é que nenhuma tecnologia é totalmente confiável. Pouco importa o quão novo é seu hardware, o quão atualizado é o software ou quanta experiência você tenha. A probabilidade de que algo apresente um problema sempre existe! E muitas destas vezes o que uma falha com- promete são os seus arquivos: fotos, músicas, planilhas, monografias, projetos, documentos, e-mails…. Aí só nos resta verificar se existem cópias destes arquivos – um backup - em algum lugar seguro. Mas, afinal, o que exatamente é um backup? Para entender este termo devemos compreen- der que os dados são a parte mais importante de um dispositivo de TI. Para exemplificar: eu consigo adquirir um novo notebook ou um novo smar- tphone em substituição a um danificado, mas jamais as fotos de família do último ano novo ou aquela monografia que demorou mais de um ano para ficar pronta. Uma vez que entendemos a importância que os dados têm, podemos agora pensar nas consequências caso esta ou aquela informação ficasse inacessível ou perdida para sempre. O que você faria para evitar uma situação dessas? Se sua resposta foi fazer cópias dos arquivos mais importantes, então parabéns: backup é exatamente isso. Agora que sabemos a importância, vem a primeira dúvida: com que frequência devemos realizar essa cópia de segurança? A resposta é: depende. Devemos, a princí- pio, pensar na frequência em que os arquivos em questão são modificados. Por exemplo: fotos são arquivos que normalmente não sofrem alteração. Nesse caso, uma cópia das fotos exis- tentes é suficiente, desde que com alguma frequência se adicione a essa cópia as novas fotos salvas. Por outro lado, arquivos de texto que são alterados com frequência talvez necessitem de uma cópia semanal ou mesmo diária. Portanto a dica aqui é que quanto mais alterados são os arquivos, uma maior frequência de cópias deve ser feita. Outro aspecto importante é quantas cópias devem ser mantidas simultaneamente. Para isso devemos levar em conta a importância dos arquivos e os meios de arma- zenamento disponíveis. Em uma empresa é comum aquisição e administração de servidores dedicados a essa tarefa. Ou ainda, depen- dendo do volume e do porte do negócio, a contratação ou criação de centro de dados (data centers) para gerenciar os backups. Já a grande maioria dos usuários comuns não necessita de nada tão avançado ou grandioso. É isso. Espero sinceramente que uma perda impor- tante de arquivos nunca aconteça. Mas tenha sempre em mente que existe a probabilidade de um smartphone ser roubado, um notebook ser criptografado por um vírus, os arquivos sofrerem uma abdução alienígena... ou o mais provável: você mesmo destruir seus arquivos sem querer! Quem nunca? ◘ VEJAM ALGUMAS DICAS ÚTEIS: • Um arquivo importante pode ser enviado para seu próprio e-mail, anexando-o e o enviando para você mesmo; • Pendrive é hoje uma opção barata e bastante eficaz para backup de poucos arquivos. Para não ter surpresas com um pen- drive danificado, é interessante a utilização de dois pendrives, alternando-os a cada cópia. No caso de um volume maior de dados, pode-se pensar em uma ou duas HDs externas; • Manter uma cópia em um serviço de armazenamento em nuvem, como o Google Drive, OneDrive ou Dropbox. Porém, seja qual for o serviço, sempre verifique as políticas de disponi- bilidade, privacidade e confiden- cialidade ofertadas. • Guarde sempre as cópias em meios físicos em lugares variados. Colaboração: Evandro Lellis Remédio (Unidade de Suporte ao Usuário) R E V I S T A CREA-SP | 15