Revista Crea-SP | nº 07 - Page 12

2018

Tatiana Maisa Ferragina ................................... Assessoria da Presidência 16 Alvaro José de Souza ................................. Departamento de Informática
Marco Antonio Palhares .............................................. UGI Capital Centro
17 Eliana Aparecida Silva Correa Gestrudes ....................... UOP Carapicuiba Helena Rocha da Mota Moreira ........... Superintendência de Fiscalização Robertinho Rodrigues Soares .................. Depto . de Marketing e Eventos 18 Daniela Goncalves de Carvalho ............................................... UGI Santos 19 Edson Miyaki ...................................................................... UGI Guarulhos
José Antonio Galvão Salgado .............................................. UOP Cruzeiro
20 Ana Paula Paulino de Almeida ...................................... UOP Barra Bonita Edson Bispo dos Santos .............................................................. UGI Leste Flavia dos Santos Mattos Vieira ......... Unid . de Administração de Pessoal Naiara Vieira Fuzari Trevisan ............................................ UGI Araraquara Olga Cerbaro Deuner ......................................................... UOP Mairipora
21 Marco Aurelio Paixao ............................................... UGI Mogi das Cruzes Solange Maria Carli Delben ................................................ UGI Araçatuba
22 Elson Daniel Guilherme .................................. UOP São Joaquim da Barra Joares Pereira de Souza ............. Departamento de Apoio ao Colegiado 2
José Eduardo Vida dos Santos ................................................ UGI Barueri Rita de Cassia Cordeiro Rocha ......... Subproc . de Exec . Fisc . e Conciliação
23 Edvaldo Rodrigues Pexim ................................................... UGI Campinas José Paulo Guedes ................................................................... UGI Jundiaí Julio Cesar Marcom ................................................................... UGI Norte
24 Eugenio Azzolini .............................................................. UGI Santo André Jair Souza dos Anjos ........................................................................ DAC 4
26 Clarissa Elaine Marquezini ............................................ UOP Nova Odessa
Marcio Rezende dos Santos ................................................. UGI Ourinhos 27 Monica Witzke dos Santos ............................................. UGI Santo Andre 28 Lucas José de Oliveira Foglieni .............................................. UGI Taubaté 29 Amalia Beatriz Sargenti .................................... UGI São José do Rio Preto
Marcia Cristina Trigueiro ................................................ UOP Monte Alto 30 Giovana Maria Pinheiro Miyagushico ............. Unidade de Contabilidade
Marcos Rodrigues Pereira ............................................ UGI Capital Centro
31 Edimilson de Oliveira ............................................................. UGI Taubaté Leandro Sartori Molino .................................... Assessoria da Presidência Samyla Christiane Picolo Chaves .............................................. UGI Bauru
10 / 03 Samyla Christiane Picolo Chaves
UGI Bauru
10 anos
11 / 03 Adriana Pereira da S Queluz
UGI Mogi Guaçu
16 anos
Andre Luiz de Campos Pinheiro
DAC 4
16 anos
Armando Silvestrini Junior
UGI Pirassununga
16 anos
Carolina Machado C . Del Alamo
UOP Artur Nogueira
16 anos
Cesar Roberto de Barros
UGI Guarulhos
16 anos
Danilo Andre Scardelato
UOP Bebedouro
16 anos
Denis Fabrizio Moreno
UGI S . Bernardo do Campo
16 anos
Eduardo Real Arvani
UGI Guarulhos
16 anos
Ema Regina Sponchiado
UGI Jundiai
16 anos
Helena Teles de Souza Bonatto
UGI Piracicaba
16 anos
Joao Ferreira de Melo
UGI Santo André
16 anos
Jose Ivanildo Candido de Sousa
UGI Barueri
16 anos
Jose Ribeiro de Abreu Filho
UGI Sorocaba
16 anos
Julio Cesar Marcom
UGI Norte
16 anos
Mara Regina Neves
UGI Presidente Prudente
16 anos
Marcia Cristina Trigueiro
UOP Monte Alto
16 anos
Marcio Rezende dos Santos
UGI Ourinhos
16 anos
Marcos Rodrigues Pereira
UGI Capital Centro
16 anos
Maria Nazareth C . de Camargo
UGI Campinas
16 anos
Marina Janelli
UGI Campinas
16 anos
Paulo Cezar Martins Ferreira
UGI São José dos Campos
16 anos
Reginaldo de M . dos Santos
UOP Pereira Barreto
16 anos
Sergio Wagner Martins
UOP Guaratinguetá
16 anos
Thais F . Gobbi Bitencourt
UGI Marília
16 anos
Vera Lucia Majauskas
UOP Indaiatuba
16 anos
12 / 03 Edna Medeiros
UGI Ribeirão Preto
11 anos
Elson Daniel Guilherme
UOP São Joaquim da Barra
11 anos
Valerio Cesar de O . Camargo
UOP Serra Negra
11 anos
13 / 03 Vera Lucia Matos Silva
UGI Capital Centro
33 anos
Dorival de Oliveira
UGI de São José Rio Preto
29 anos
Solange Ap . Bonito Sarracini
UGI de São José Rio Preto
29 anos
14 / 03 Maria Isabel Amazonas Maciel
Gabinete Presidência
41 anos
Marcos Antonio Althman
UOP Amparo
27 anos
André Grisi
UGI S . J . R . Preto
1 ano
15 / 03 Marcio Alves
SUPADM – USU
8 anos
16 / 03 Ismenia Chaves dos Santos
Depto . de RH
30 anos
Jose Hildebrando Pinto
DAC 3
9 anos
19 / 03 Edileide Cerqueira da C . Pineiro
Depto . de RH
28 anos
Clovis Siqueira de Moraes
UGI Taubaté
26 anos
26 / 03 Aguinaldo A Rabelo de Carvalho
UGI Oeste
34 anos
Vandelis de Jesus Oliveira
Unid . de Fisc . e Registro
31 anos
27 / 03 Nelson Eduardo Schiavinato
UGI Araçatuba
29 anos
30 / 03 Deize Alecio Anhe D . de Andrade
UOP Birigui
26 anos
MILITÂNCIA com muita facilidade os sotaques das regiões que visitava ou morava. E toda vez havia certo preconceito pelo meu jeito de falar. Era difícil ouvir as piadas, retomar amizades foi impossível porque não voltei para a mesma escola de onde sai, então tive que fazer novas amizades. Tarefa difí- cil porque os colegas da escola diziam “além de neguinha, você é do norte, ‘baian’. Eu dizia que baiana era minha mãe, ela sim era nordestina, e meu pai era mineiro e que mal havia nisso? Meu sotaque marcado pelos acentos do Nordeste era um empecilho para minha socialização”, conta Simone. CABELO E IDENTIDADE “Quando essa preta começa a tratar do cabelo, é de se olhar”, canta Caetano Veloso em sua “Beleza Pura”. Ca- belos e penteados são parte indissociável da identidade da mulher negra. “Sofria a cada vez que precisava passar chapinha para alisar o cabelo, usei pente de ferro, chapi- nha e babyliss, henê maru, pasta, wellin e tudo quanto foi produto para alisar o cabelo. Porque como eu tinha muito cabelo e bem crespo, minha mãe tinha muita dificuldade para pentear e manter preso durante toda a semana, por causa da escola, então quando eu tinha de sete para oito anos, ela cortou o meu cabelo e passou um amaciante. Daí pra frente eu nunca mais usei cabelo crespo. Minha mãe dizia: mulher para ficar bonita sofre e a preta sofre bem mais. Era verdade. Manter o cabelo liso era puro so- 12 | R E V I S T A CREA-SP De família tradicional católica, devota de Nossa Senhora Aparecida e de São Benedito, Simone teve os primeiros contatos com a militância na igreja, ligada às Pastorais Sociais, que descendiam das Comunidades Eclesiais de Base e já participando do Movimento Negro (UNEGRO – União de Negros Pela Igualdade), o que, aliado à facilidade de acesso às literaturas sobre a Teologia da Libertação, “foi importante para o amadurecimento e formação de uma consciência crítica sobre a construção de nossa sociedade”, avalia. “Na década de 1980 não se falava cla- ramente sobre racismo na escola, os livros frimento. Já meu pai, mesmo despenteada, sempre dizia: lembre-se sempre que você é uma menina linda, das mais lindas que já vi, nunca esqueça do quanto você é linda. Ainda assim ele sempre pedia para arrumar meu cabelo antes de sairmos (risos)”, recorda. Com a filha “optei por manter o cabelo dela natural até que ela fizesse 12 anos, (lhe) dando então a possibilidade de optar por passar química ou deixar ao natural. Então essa opção incomodava os amigos, alguns parentes e até no inicio a ela própria. Hoje ela me pede ao ir para um salão de beleza: ‘mãe não deixa ninguém passar química no meu cabelo, só hidratar, tá bom? Tenho muito orgulho de ter construído essa autoestima em minha filha”, celebra. didáticos não retratavam questões como essa. O capítulo sobre a escravidão era o mais detes- tado por crianças e jovens negros, pois era o momento que certamente todos iriam te olhar, com meio sorriso no rosto, e no intervalo cer- tamente você seria alvo de gozações, embora essa prática não precisasse esperar uma aula específica”, relembra, sem saudades. “Ser negra não é lá tarefa muito fácil e quando decide-se assumir sua negritude, ou seja, o orgulho em ser negro em uma terra onde ainda prevalece o racismo, essa dificuldade é triplicada. A trajetória no seio familiar, na escola, na igreja, entre amigos, as inquietações de falas e silêncios que presenciei ao passar dos anos, me impulsionaram à participação junto às Pastorais Sociais, fazendo trabalhos e visitas dentro das favelas, falando com meninos (as) de rua, com movimento de mulheres dentro de suas comunidades, o que favoreceu o meu amadurecimento e entendimento das negações e privações que vivi”, destaca. Depois da graduação, Simone começou a frequentar aulas na Universidade de São Paulo. “Fazia cursos de atualização na Antropologia e, quanto mais inserida nos espaços de atuação da igreja, na comunidade, mais impelida à pes- quisa eu me sentia”, ressalta. EMPODERAMENTO DA MULHER NEGRA A proposta da entrevista era falar sobre o empodera- mento, mas o tema “me traz desconforto porque, se nos remetermos ao histórico das mulheres negras e índias em nosso país, iremos perceber que estas sempre foram fortes e guerreiras. O que foi a miscigenação se não uma politica que incentivava senhores de escravos e feitores a violentar negras e índias? Fomos violentadas desde o des- cobrimento, passando pelo triste episódio de 300 anos de escravidão e estamos aqui. Quem são os protagonistas pois somos diferentes, sim; precisamos é de igualdade de direitos. Quero que as pessoas me conheçam como uma negra engajada, consciente das situações de exclusão que negras e negros vivem no país, consciente do espaço que ocupo dentro dos grupos em que atuo, não empoderada, pois poder é algo que negros e negras neste país não conseguiram, mas avançamos, conseguimos um pequeno espaço para a voz, temos pouca representatividade em todos os âmbitos, pois somos cotas. Para o futuro, dos movimentos sociais nas periferias? Mulheres. Se isso é verdade, desde quando estamos empoderadas? Para mim, desde sempre”, diz, categórica. Ser militante negra antirracista nesse contexto exige não só a defesa da igualdade plena de oportunidades e equidade social, mas também uma recuperação das matrizes. “Uma das reações ao racismo, dentro da minha atuação junto à Pastoral Afro-Brasileira, é valorizar e resgatar as manifestações de tradição popular (Congadas, Folias de Reis, Companhias de Moçambique e as Irmanda- des Negras Católicas), que me fazem participante de uma experiência histórica diferenciada”, diz. Como recado final, destaca: “O que se busca é que negras e negros sejam respeitados em suas diferen :v2fVƗVFRfV&66F2f'FRR&W6VFPV7666VFFR'VR2&VFW26626W'fVFPW67VF&W762&67F>( VVV6W"6V6W"VV62F6PV&VVFVF&&7W&R&WF6V&RFRVGW&F&FR&7&:v2RFW66VFW2( VRFV6ЧG&W7G&VFVFFRƗFW&GW&2FR:6W2g&62FP:wV'GVwVW6( ҒR&rVVVF6W :vF7&F2fƆR&626V&25VVRVR2&:72fVFV&GWF2g&'&6V&2P6VFff&:|:6F7VGW&6)y$ĕ5DU,84DRT"Rb2B5$T5