Revista Cenariun - Toledo Fibra MAR. 2019 | Page 33

De acordo com a procuradora Cecília Amália Cunha Santos, coordenadora do Ubuntu, a vulnerabilidade social da comunidade quilombola do Grotão, é acentuada por sua fragilidade econômica, de modo que a pouca produção, realizada coletivamente no local, se limita ao atendimento parcial da deficitária alimentação das famílias ali residentes. “Para auferir minimamente a renda, parte da comunidade é sujeitada a relações de trabalho precárias. Por essa razão, a qualificação técnica da comunidade e a mobilização de meios para produção de maior diversidade e quantidade de gêneros alimentícios para disponibilização no mercado de consumo local, possibilita o alcance de uma maior rentabilidade à comunidade, seja mediante o empreendedorismo cooperativo ou mediante a alocação de trabalhadores no mercado formal, além de auxiliar no fortalecimento da identidade e da imagem das famílias componentes da comunidade quilombola no seio social”, explica a procuradora. Os recursos do Projeto Ubuntu são garantidos por acordo judicial firmado em Ação Civil Pública, e conduzida por procuradores do MPT em Araguaína.