Revista Cenariun - Toledo Fibra MAR. 2019 | Seite 24

CENÁRIO RURAL PROGRAMAS DE AUTOCONTROLE E QUALIDADE DOS ALIMENTOS Hellen Núbia Médica Veterinária pela UFT Especialista em Defesa Sanitária Animal pela UFLA O agronegócio tem realizado ao longo dos anos, investimentos para agregar valor e qualidade aos produtos do campo. As agroindústrias também vêm passando por diversas mudanças buscando atender às legislações como as da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e entidades fiscalizatórias das esferas estaduais e municipais que buscam atender as recomendações e tendências ofertadas por organismos internacionais como FAO (Organização para Alimentos e Agricultura das Nações Unidas) e a OMS (Organização Mundial de Saúde). As mudanças devem resultar em produtos cada vez com maior qualidade e segurança alimentar, visando atender um mercado consumidor cada vez mais exigente. Muitas agroindústrias, buscando tanto o atendimento às normas da ANVISA e os Serviços de Inspeção, quanto ao atendimento às expectativas e exigências de mercado consumidor, tem conseguido agregar valor e segurança aos produtos alimentícios utilizando “Programas de Autocontrole – PACs”. Os PACs são programas desenvolvidos, escritos, implantados, monitorados e verificados por elemento de controle da agroindústria ou estabelecimento que produz alimento para ser comercializado. Em muitas agroindústrias, esses Programas de Autocontrole são exigidos em normativas mas, os mesmos podem ser adaptados nos diversificados tipos e tamanhos e de estabelecimentos fabricantes de alimentos com o objetivo de produzir alimentos de maior qualidade e valor agregado. O conceito dos PAcs aplicado na prática, permite uma visão mais abrangente do processo e isso permite identificar pontos críticos que comprometem a qualidade e segurança do alimento desde a produção no campo até a expedição do produto manipulado e pronto para ser comercializado. A exemplo disso, podemos citar alguns dos elementos que podem ser controlados pelas agroindústrias visando identificar e corrigir problemas que comprometem a qualidade do alimento produzido: rastreabilidade da matéria- prima, água de abastecimento, controle de pragas, controle de expedição, procedimento padrão de higiene das operações, saúde e higiene dos colaboradores, manutenção de instalações e equipamentos, entre outros. Os elementos de controle, submetidos aos PACs - implantados, monitorados e verificados de acordo com um programa escrito – propõe um grande avanço em direção à produção de alimentos que atendam as exigências de mercado e a modernização dos processos de fabricação. Os PACs além da garantia da segurança alimentar, também provocam mudanças de comportamento na equipe de colaboradores e economia de gastos com despesas envolvidas no processo. Por exemplo, no Programa de Autocontrole de Manutenção de Instalações e Equipamentos, é possível verificar e controlar o funcionamento adequado de maquinários envolvidos no processo de fabricação de alimentos e, esse autocontrole tende a evitar problemas que incidam em prejuízos financeiros ocasionados por perdas na produção ou perda do próprio maquinário utilizado no processo de fabricação. Esses são apenas alguns exemplos do que os PACs podem agregar nas agroindústrias. A utilização dos Programas de Autocontrole na fabricação de alimentos, surge para confirmar as tendências mundiais que preveem que até 2028, as agroindústrias que produzem e distribuem alimentos ficarão com 81% de todo o faturamento envolvido na cadeia do agronegócio. Imagens: Divulgação