Revista Cenariun - Toledo Fibra MAR. 2019 | Page 16

CENÁRIO RURAL EXPORTANDO CARNE PARA 30 PAÍSES, TOCANTINS COMPLETA 22 ANOS SEM REGISTROS DE FEBRE AFTOSA E SE PREPARA PARA A RETIRADA DA VACINA O Tocantins está livre da febre aftosa desde maio de 1997, completando, em 2019, 22 anos sem registro da doença no estado. Para alcançar esse status, o Governo promoveu, nos últimos anos, o recadastramento de propriedades rurais, intensificou o controle de trânsito, manteve os altos índices vacinais, controlou os estoques de vacinas, além de atuar com agilidade nas notificações de doenças vesiculares. A vacina contra a febre aftosa mudou, neste ano, a dose com nova fórmula, passou de 5 ml para 2 ml. A mudança na medida da vacina faz parte das estratégias do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada da vacinação até 2021. Para garantir que as normas sejam cumpridas, a Agência de Defesa Agropecuária (ADAPEC) notificou, em fevereiro deste ano, todas as lojas agropecuárias credenciadas sobre as mudanças e a proibição da comercialização da antiga dosagem. Além disso, fiscalizará e acompanhará o recebimento do novo produto nesses estabelecimentos. MANEJO SUSTENTÁVEL DO CAPIM DOURADO É DEBATIDO ENTRE GESTORES DA ADETUC E DO RURALTINS Os presidentes da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (ADETUC), Tom Lyra; e o presidente do Instituto Rural do Tocantins (RURALTINS), Fernando Silveira, estiveram reunidos no dia 15 de abril, com objetivo de discutir a preservação e o manejo da semente do capim dourado. “O capim dourado é um recurso finito, sendo necessário realizar ações de capacitações, objetivando a exploração sustentável desse bem tão importante que é a matéria-prima para produção do artesanato, sendo a principal fonte de renda para as comunidades da região do Jalapão”, considerou Tom Lyra. A ideia é garantir a preservação do capim dourado e a produção do artesanato, como forma de fomentar o turismo e gerar mais renda, além da qualidade de vida para as comunidades quilombolas que vivem no Jalapão. Fonte: RURALTINS/Wladimir Machado/Governo Tocantins Imagem: ADETUC/Governo Tocantins/Divulgação PISCICULTURA TOCANTINENSE PRODUZ 14,3 MIL TONELADAS DE PESCADO POR ANO E ESTÁ PRESENTE EM 117 MUNICÍPIOS Fonte: ADAPEC Foto: Ministério da Agricultura TOCANTINS REGULAMENTA O CONTROLE DA PRAGA “BICUDO DO ALGODOEIRO” Com o objetivo de normatizar o cultivo de algodão no Tocantins e criar mecanismos de controle de pragas nesta cultura, o Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária, publicou no Diário Oficial de quarta-feira, 10 de abril, a Instrução Normativa nº 05, que dispõe sobre medidas fitossanitárias para o controle do bicudo do algodoeiro, principal praga que atinge esta plantação. O presidente da ADAPEC, Alberto Mendes da Rocha, disse que a legislação foi preparada pelo órgão para regulamentar o cultivo do algodão no Tocantins, uma vez que esta cultura poderá contribuir significativamente para alavancar a economia do Estado... O responsável técnico pelo Programa Estadual de Grandes Culturas, Helcids de Sá Reis explicou que o bicudo do algodoeiro é a principal praga do algodão que causa prejuízos econômicos elevando o custo de produção da cultura, por isso, existe a necessidade de estabelecer medidas fitossanitárias para prevenção e controle da praga. Fonte: Welcton de Oliveira/Governo do Tocantins Foto: Helcids de Sá O setor da piscicultura no Tocantins produz 14.328 toneladas de pescado por ano, com 1.099 produtores atualmente em atividade. Os dados são do Censo da Piscicultura divulgados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), na AGROTINS 2019. O estudo, concluído em 2018, mostrou que a cadeia produtiva está presente em 117 municípios do estado, tendo como maior produtor de peixes o município de Almas, com 8,3 mil toneladas/ ano, seguido por Dianópolis, 1,1 mil toneladas, e Porto Nacional com 1,08 mil toneladas/ano. A cadeia da piscicultura ocupa uma área de 2.717 hectares de lâminad’água e 25.893 m³. As espécies mais cultivadas são o tambaqui com 48%, e peixes redondos 23,4%. Caranha, 11,4% e o surubim/pintado 10,5%. As demais espécies como matrinxã/piabanha, piau, pirarucu/ pirosca, curimbatá/curimba e a tilápia, representam 6,7% da produção total. O Tocantins hoje, ocupa o 17º lugar no ranking nacional. fazendo com que se configure entre os cinco maiores produtores de pescado do Brasil, em 10 anos. Fonte: RURALTINS/Lúcia Brito/Governo do Tocantins Imagem: RURALTINS