Revista Casa do Beisebol Edição#2: Setembro, 2017 | Page 75

Se no Pacífico os Hawks é o time a ser batido, na Central, o time mais forte, pela segunda temporada consecutiva, é o Hiroshima Toyo Carp. Dono da melhor campanha e campeão da divisão, o time deve chegar novamente à Japan Series.

Sem vencer um título nacional desde 1984, o time de Hiroshima tem um elenco forte, mantido da temporada passada, e pronto para desbancar o domínio recente dos times do Pacífico, que levaram as últimas quatro Japan Series.

Para isso, o time conta com o ataque mais eficiente da NPB, líder absoluto em rebatidas, corridas anotadas e aproveitamento no bastão. Mesmo sem o seu principal jogador dessa temporada, Seya Suzuki, afastado com uma lesão na perna, o time tem disponível no bastão o MVP da Central na temporada passada, Takahiro Arai.

No montinho, os Carps tem o vencedor do Eiji Sawamura (melhor arremessador da temporada) de 2016, o norte-americano Kris Johnson. O arremessador participou de menos jogos esse ano, devido a problemas de saúde, mas é uma segurança e garantia de muitas entradas.

Se em 2016 o time esbarrou nos Fighters, em 2017 a tarefa será conter o forte ataque do time de Fukuoka. Mas, se tem um time que pode fazer isso, esse time é o Toyo Carp com sua defesa consistente e também muita força no ataque.

Um bom parâmetro para se medir as forças, entre os times e as duas ligas, e simular um possível confronto na Japan Series, são os raros jogos interligas, 18 para cada time no total. Tanto os Hawks quanto os Carps venceram 12 desses jogos. No confronto direto, vantagem para o time de Fukuoka que venceu dois dos três jogos, no Mazda Stadium em Hiroshima.

Antes mesmo de uma melhor de sete jogos, válidos pela Japan Series, os Carps terão de passar por uma difícil final de Climax Series, em cinco jogos, contra possivelmente o Hanshin Tigers, segundo melhor time na Central. Garantia de muita emoção no mês de outubro na NPB.

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