Revista Aquaculture Ed 16 16-ed-revista-ab-aquaculture-brasil-issu | Page 79

São Carlos e Ribeirão Preto. Era uma estratégia de marketing que dava resultados. Passamos a montar e orientar vários pesqueiros muitos dos quais, ainda existentes”. Inovações em curso “Incubamos e desenvolvemos, juntamente com a IMMERSUS, um sistema de controle de arraço- amento, onde se usa um algoritmo para o forneci- mento e correção diária na quantidade de ração, atrelados a um sistema de imagem que permite visualizar o crescimento do peixe, e com isto você ajusta a sua curva de crescimento com a melhor relação custo/benefício. Sou uma pessoa ávida por novidades. Começamos a vacinar quando a vacina entrou no Brasil, mesmo sendo uma piscicultura de pequeno porte, pois entendíamos o benefício desta tecnologia. Neste sentido, desde 2004 já usávamos bactérias na produção, só que em tanques escava- dos. Em 2011, por problemas de qualidade de água no nosso reservatório, passei a usar desta tecnolo- gia em tanques-rede em águas públicas. Falavam que estava jogando dinheiro fora. Foi a maneira que consegui recuperar a água de nossa enseada e observar que o uso de biorremediadores ia além. Hoje desenvolvemos uma técnica com este produto que está controlando o mexilhão dourado, que todos sabem, é o câncer do setor produtivo”. Editor da primeira revista da aquicultura brasileira! “Mais uma vez foi uma estratégia. As pes- soas não entendiam o que era uma Associação. Cobravam muito e pagavam pouco por isto. A revista, diga-se, a primeira do setor, saiu da ideia de oferecermos mais aos associados. Como hoje, as dificuldades eram enormes. Artigos e anun- ciantes se hoje ainda é difícil, imagina isso em 1986. Aguentamos publicar 5 números. A revista tinha como objetivo promover a ABRACOA as nossas expensas, não aguentamos”. E a ABRACOA? “Meu envolvimento com a ABRACOA – Associa- ção Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáti- cos, se deu por fazer parte do setor e por entender que seria uma maneira de me fazer presente profissionalmente. Ela fez seu papel, hoje existe em nome, mas não de fato. Outras entidades surgiram com mais força e representação”. Mais inovações pela frente “Tenho uma série de projetos de tecnificação que espero colocar em breve em nossa piscicul- tura para facilitar o operacional da atividade. Como o bom filho ao lar retorna, estou montan- do um pesqueiro que espero dar o que falar!! Pequeno, mas cheio de tecnologia e inovações comerciais”. 2019 Consultor e produtor “O profissional autônomo no nosso setor (agropecuário) não é reconhecido. Usei como estratégia comercial o fato de ser produtor e esperar que os interessados fossem ao meu encontro. Senti que assim havia um maior respeito comercial por parte do interessado. Tal procedimento fez com que sempre produzisse. Hoje possuo uma área de produção em tanques-rede em um reservatório próximo a São Paulo (90 Km), onde engordamos tilápias para atender os pesqueiros da região”. 79