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São Carlos e Ribeirão Preto. Era uma estratégia de
marketing que dava resultados.
Passamos a montar e orientar vários pesqueiros
muitos dos quais, ainda existentes”.
Inovações em curso
“Incubamos e desenvolvemos, juntamente com
a IMMERSUS, um sistema de controle de arraço-
amento, onde se usa um algoritmo para o forneci-
mento e correção diária na quantidade de ração,
atrelados a um sistema de imagem que permite
visualizar o crescimento do peixe, e com isto você
ajusta a sua curva de crescimento com a melhor
relação custo/benefício. Sou uma pessoa ávida por
novidades. Começamos a vacinar quando a vacina
entrou no Brasil, mesmo sendo uma piscicultura de
pequeno porte, pois entendíamos o benefício desta
tecnologia. Neste sentido, desde 2004 já usávamos
bactérias na produção, só que em tanques escava-
dos. Em 2011, por problemas de qualidade de água
no nosso reservatório, passei a usar desta tecnolo-
gia em tanques-rede em águas públicas. Falavam
que estava jogando dinheiro fora. Foi a maneira
que consegui recuperar a água de nossa enseada
e observar que o uso de biorremediadores ia além.
Hoje desenvolvemos uma técnica com este produto
que está controlando o mexilhão dourado, que todos
sabem, é o câncer do setor produtivo”. Editor da primeira revista da aquicultura
brasileira!
“Mais uma vez foi uma estratégia. As pes-
soas não entendiam o que era uma Associação.
Cobravam muito e pagavam pouco por isto. A
revista, diga-se, a primeira do setor, saiu da ideia
de oferecermos mais aos associados. Como hoje,
as dificuldades eram enormes. Artigos e anun-
ciantes se hoje ainda é difícil, imagina isso em
1986. Aguentamos publicar 5 números. A revista
tinha como objetivo promover a ABRACOA as
nossas expensas, não aguentamos”.
E a ABRACOA?
“Meu envolvimento com a ABRACOA – Associa-
ção Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáti-
cos, se deu por fazer parte do setor e por entender
que seria uma maneira de me fazer presente
profissionalmente. Ela fez seu papel, hoje existe em
nome, mas não de fato. Outras entidades surgiram
com mais força e representação”. Mais inovações pela frente
“Tenho uma série de projetos de tecnificação
que espero colocar em breve em nossa piscicul-
tura para facilitar o operacional da atividade.
Como o bom filho ao lar retorna, estou montan-
do um pesqueiro que espero dar o que falar!!
Pequeno, mas cheio de tecnologia e inovações
comerciais”.
2019
Consultor e produtor
“O profissional autônomo no nosso setor
(agropecuário) não é reconhecido. Usei como
estratégia comercial o fato de ser produtor e esperar
que os interessados fossem ao meu encontro. Senti
que assim havia um maior respeito comercial por
parte do interessado. Tal procedimento fez com
que sempre produzisse. Hoje possuo uma área de
produção em tanques-rede em um reservatório
próximo a São Paulo (90 Km), onde engordamos
tilápias para atender os pesqueiros da região”.
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