Revista Amooreno Edição 02 - Mar/2018 | Page 34

CAPA A lgumas marcas têm redefinido as suas escolhas por modelos mais velhos para as representarem, em anúncios e, inclusive, nas passarelas. Esses homens possuem cabelos grisalhos, são cheios de estilo, donos de corpos esculturais e, acredite ou não, iniciaram suas carreiras de modelo há pouco tempo. Dizer que é modelo, não é mais privilégio apenas dos jovens. Os modelos com mais de 60 anos estão ganhando mercado e, só em São Paulo, são pelo menos oito agências especializadas em modelos da terceira idade. É uma nova tendência no mundo da moda e os modelos com mais de 60 anos (não é privilégio somente para os homens, para muitas mulheres, também) têm cada vez mais oportunidades em campanhas publicitárias. Os modelos idosos são requisitados para comerciais com família, para propagandas de cosméticos para pessoas com mais de 50 anos, entre muitas outras oportunidades. O paulista Marcos Luko, de 47 anos, começou a carreira em 1992 e nunca mais parou. Diz que, apesar da idade, há uma grande demanda por tops desta faixa etária, principalmente na Europa. "O Marcos Luko - Imagem Reprodução 34 - REVISTA AMOORENO - MARÇO 2018 Jorge Gelati - Imagem Reprodução mercado sempre precisa. Acho que normalmente não há modelos mais velhos porque as pessoas cansam da carreira", comentou Luko, que desfilou na semana de moda de São Paulo junto com garotos que têm menos da metade de sua idade. "Não me sinto coroa. A moda é aberta, não é só para quem é novo. Não é porque você está mais velho que quer usar roupas caretas". Assim como Luko, para Jorge Gelati, de 52 anos, outro modelo "maduro" escalado pela Ellus, os cabelos brancos nunca foram um problema. "Sempre curti, nunca pensei em pintá-los", disse Luko. "Meus fios brancos sempre foram minha marca registrada", defendeu Gelati. O paranaense Jorge Gelati, aliás, está há ainda mais tempo no mundo da moda. Começou a desfilar aos 23 anos, passou 16 trabalhando como modelo em Paris e acabou se casando com uma sueca, com quem teve dois filhos, e agora vive em Estocolmo. "Nunca parei de trabalhar como modelo. Acho que o mercado é menos rígido com os homens. Dá para se sentir coroa desfilando com esta molecada, mas me sinto bem na minha pele e acho que trago confiança e experiência", declarou Gelati, que por causa do sobrenome recebe muitas cantadas. "Vivem me