MERCADO PLUS SIZE
O mercado brasileiro já melhorou muito, mas ainda
está engatinhando se compararmos com o mercado
internacional. Ainda não há um leque de opções como
o do mercado convencional.
O mercado plus size brasileiro só agora começa a
caminhar na direção dessa demanda reprimida. A
produção de roupas plus size, que já movimenta quase
R$ 6 bilhões por ano no Brasil, cresce mais rápido que
a fabricação total de vestuários – 5% ao ano, contra
3% dos tamanhos regulares.
O mercado acompanha uma tendência da população,
que está ganhando quilos: 52% dos brasileiros está
acima do peso, de acordo com pesquisa divulgada
pelo Ministério da Saúde no ano passado.
Grandes redes varejistas despertaram para esse
nicho. Criaram marcas plus size e até estão abrindo
lojas voltadas para esse público. Mas, apesar do
empenho, a clientela ainda reclama da oferta. As
principais criticas são falta de variedade e de modelos
bem pensados para um biótipo maior, além da
limitação de tamanho – a maioria atende só até o
manequim 54 e a definição de plus size vai até 60. Por
isso, crescem na internet marcas independentes que
vendem roupas fugindo do padrão, criadas por clientes
insatisfeitos com o que (não) encontraram nas lojas
convencionais.
A Associação Brasil Plus Size (ABPL), fundada há dois
anos e que monitora o mercado, já identificou 208 lojas
digitais especializadas em roupas de tamanhos
grandes. O fundador da entidade, Douglas Ferreira,
também tem a sua marca na rede, a Curve, que oferta
roupas masculinas para executivos que estão longe do
padrão slim predominante nos te