Revista Amooreno Edicão 08 - SET18 | Página 27

MERCADO PLUS SIZE O mercado brasileiro já melhorou muito, mas ainda está engatinhando se compararmos com o mercado internacional. Ainda não há um leque de opções como o do mercado convencional. O mercado plus size brasileiro só agora começa a caminhar na direção dessa demanda reprimida. A produção de roupas plus size, que já movimenta quase R$ 6 bilhões por ano no Brasil, cresce mais rápido que a fabricação total de vestuários – 5% ao ano, contra 3% dos tamanhos regulares. O mercado acompanha uma tendência da população, que está ganhando quilos: 52% dos brasileiros está acima do peso, de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde no ano passado. Grandes redes varejistas despertaram para esse nicho. Criaram marcas plus size e até estão abrindo lojas voltadas para esse público. Mas, apesar do empenho, a clientela ainda reclama da oferta. As principais criticas são falta de variedade e de modelos bem pensados para um biótipo maior, além da limitação de tamanho – a maioria atende só até o manequim 54 e a definição de plus size vai até 60. Por isso, crescem na internet marcas independentes que vendem roupas fugindo do padrão, criadas por clientes insatisfeitos com o que (não) encontraram nas lojas convencionais. A Associação Brasil Plus Size (ABPL), fundada há dois anos e que monitora o mercado, já identificou 208 lojas digitais especializadas em roupas de tamanhos grandes. O fundador da entidade, Douglas Ferreira, também tem a sua marca na rede, a Curve, que oferta roupas masculinas para executivos que estão longe do padrão slim predominante nos te