DICA
ESTE NÃO É MAIS UM
LIVRO SOBRE AMOR
Conversamos com Camila Ferrazzano, autora de “Orações Subordinadas”
Reportagem por Laura Ferrazzano
Fotos por Vinícius Oliveira
C
amila Lucia Ferrazzano tem 23 anos e é uma atriz “perpetuamente em formação”. Estudou Artes
Cênicas na UNESP e hoje se encontra em meio a um curso técnico de teatro na Escola de Arte
Dramática da USP. Apaixonada por literatura desde a infância, a jovem lançou em março deste
ano o livro “Orações Subordinadas”. Trata-se de um conjunto de poemas que abordam desde questões
universais à temáticas extremamente pessoais. Sem pedantismos, traz figuras do cotidiano e metáfo-
ras inéditas: a escritora constrói um discurso fluído e impactante sobre o amor em tempos líquidos.
Adélia: Quando você começou a
escrever? Sempre foi algo pre-
sente na sua vida?
Camila: Escrevo
desde
que
o espanto teve a oportuni-
dade de ser alfabetizado.
A: De onde veio a ideia de es-
crever Orações Subordinadas? Era
algo que você planejava há bas-
tante tempo?
C: Não percebi que acontecia um
livro até me perguntarem se eu
não tinha o desejo de publicar.
É algo que gesto há muito tem-
po mas sem notar a gravidez.
A: Dentro do livro nos deparamos
com um emaranhado de emoções.
Todos os escritos são verídicos
ou temos textos fictícios?
C: Acho tão possível escapar do
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autobiográfico quanto o autobio-
gráfico se esquivar da ficção.
A: Sabemos que você é uma leito-
ra assídua de diversos autores.
Se tivesse que escolher um ou
uma, qual mais te influenciou/in-
fluencia para escrever?
C: Dificílima essa pergunta. Vou
responder rápido para não sofrer;
Fernando Pessoa e Adília Lopes.
A: Qual seu poema favorito de
Orações Subordinadas? Porque?
C: Talvez o que menos carregue
o que suponho ser minha assi-
natura autoral; Ensaios sobre
papai. É um poema que precisei
de coragem. Foi um ato sangren-
to concebê-lo mas um alívio que
existisse. A
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