ESPORTE
Além das 4 linhas
Em meio a tantos sonhos que o Olym-
pico compartilha, alguns são bem se-
melhantes. O Além das Quatro Linhas,
desta edição, vai contar sobre as alegrias
e desafios enfrentados pelos atletas do
Clube, naturais de cidades do interior do
Estado, que vêm para a Capital com o
objetivo de despontar e chegar à elite do
esporte.
longe de casa em busca de um Sonho
Clara Mazur, 13 anos, atleta da equipe
de Natação, saiu da cidade de Ouro Fi-
no-MG, a 440 km de Belo Horizonte,
em janeiro de 2018. Emocionada, ela
destaca os fatores decisivos para migrar:
“Comecei a competir com 5 anos. Na
minha cidade não tem clube, treinava em
uma piscina de 15 metros. Sempre vinha
competir em BH, mas estava perdendo
resultados por não ter estrutura. Meus
pais precisaram amadurecer a ideia por
quase 2 anos. Tem sido muito difícil ficar
longe dos meus pais e do meu irmão”.
Para alcançar os desejos que impul-
sionam os jovens a seguir em frente é
preciso arriscar. O primeiro obstáculo é
deixar a casa dos pais, ainda crianças.
As Atletas Cecília e Clara
Ficar longe de casa influencia em as-
pectos determinantes para atletas. Lon-
ge da família e com as novas responsabilidades, Hebert Viana,
da equipe de Basquete, não se alimenta como deveria: “Minha
família me apoia e me ajuda nas despesas como pode, mas ali-
mentação em restaurante fica muito caro, muitas vezes como
macarrão instantâneo. Não saber cozinhar é uma grande dificul-
dade”.
Cecília Campos, 16 anos, da cidade de Diamantina, atleta de
Vôlei, mora com uma colega de equipe. Ela conta que nem tudo
é obstáculo. Ela e os amigos se beneficiam das tribulações para
aprimorar o crescimento pessoal: “Eu tive que amadurecer muito
rápido, mas depois de 3 anos fora, já me viro muito bem. Logo
que vim para o Olympico, morei na casa da minha tia. Mesmo
ela me recebendo muito bem, é muito difícil se adaptar à rotina
de uma casa que não é a sua. Hoje, moro com a Raquel, que é
de outra cidade também, e é muito bom, uma verdadeira relação
de companheirismo. Ninguém entende você se não passa pela
mesma situação”.
A prática esportiva é um importante instrumento educacional
que visa o desenvolvimento integral dos atletas, capacita o su-
jeito a lidar com suas necessidades, expectativas e desejos. E,
pensando nisso, o Clube busca importantes parceiros, como o
Colégio Eccellente, para ofertar bolsas de estudo a atletas como
a Clara e a Cecília.
Muriel Buralli, mãe de Clara, acompanha a filha de longe e está
feliz com o caminho que a jovem está trilhando. “Eu costumo
dizer que sou muito orgulhosa, apesar de sentir muita falta. O
esporte proporciona a ela um estudo que eu não poderia ofere-
cer. Estou muito realizada, tenho certeza que é apenas o início
de uma grande carreira”.
O Olympico Club beneficia mais de 500 jovens de 9 a 20 anos,
contribuindo com a formação do cidadão e melhoria da quali-
dade de vida por meio do acesso ao esporte. Promovemos edu-
cação e lazer a esses jovens. Incentivamos os atletas do futuro!
Revista do Olympico Club
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