dos sintomas, recuperação e restauração da função normal a fim
de evitar o afastamento do atleta dos treinos e, consequentemente,
evitar prejuízo em termos de evolução técnica/tática, estamos usan-
do o procedimento conhecido como Dry Needling ou agulhamento
a seco, que consiste em introduzir agulhas metálicas em pontos
precisos do corpo de um paciente, provocando efeito anestésico”,
explicou Bárbara.
A técnica é similar à usada na Acupuntura, diferenciada pelo se-
guinte princípio: enquanto o Dry Needling baseia-se totalmente no
sistema músculo esquelético, a Acupuntura leva em consideração
todo o princípio da medicina tradicional chinesa e fluxos de energia.
“Quando a agulha é inserida, ocorre um aumento da irrigação san-
guínea local, melhorando a oxigenação e circulação dos tecidos,
causando certo relaxamento da musculatura. O estímulo mecânico
da agulha acaba por desativar a tensão das fibras musculares”, con-
tou a fisioterapeuta.
Quanto à sensação da técnica, há quem diga que é praticamente
indolor, mas há quem sente certo incômodo, tanto na entrada quan-
to na retirada da agulha. É importante destacar que as agulhas são
esterilizadas e descartadas após o uso. “O tempo da sessão é curto
e a aplicação da agulha varia quanto à angulação de entrada na
pele, de acordo com a região a ser tratada, lembrando que a técnica
é válida para todas as áreas do corpo, dentro da queixa e necessi-
dade. Por exemplo, em dois extremos do corpo, estudos mostram
a eficácia tanto para Fasceíte plantar quanto para dor cervical. Vale
lembrar que o agulhamento a seco é considerado uma ferramenta
complementar, podendo ser usado em conjunto com outras técni-
cas e como um adicional da Cinesioterapia”, disse Bárbara.
Vítor Lopes, atleta da equipe Sub-17 de Vôlei Masculino, é um dos
atletas que recebe o tratamento: “Eu tenho dores nos ombros após
os treinos. Quando passo por esse tratamento, sinto de imediato um
alívio da dor. As agulhas ficam no corpo por cerca de 3 minutos, é
bem rápido”.
*O COFFITO, por meio do Acórdão nº 481, em 2016, considerou o
fisioterapeuta apto à utilização de Dry Needling.
Revista do Olympico Club
19