QueenHill - O Close Certo Para Toda Drag Queen BOOK TCC SE7E INTERATIVO | Page 70

tinham oralidade ligada direta com a classe média e trabalhadora deste século, onde se lamentavam em seus monólogos que ocasionava aproximação da plateia que se identificava imediatamente com os fatos relatados. Os atores incorporavam senhoras por volta dos quarenta anos que estendiam problemáticas pertinentes as mulheres da época, a mulher que nunca arrumava marido por ser considerada feia de acordo com o padrão de beleza imposto na época, que ficava presa a casa da família, a vizinha fofoqueira, a enfermeira, á viúva e donas de casa, com discursos que não atingiam apenas elas, mas seus maridos burlescos, as personagens exageradas das dama pantomímicas, tonava-se ainda amais comido e engraçado por ser representado pela dúbia figura da caricatura da imagem feminina personificada pelo homem. Que logo começaram a tomar o lugar dos homens que cantavam e encenação comicidades em bares chamados de Music Hall, encenando canções satíricas fazendo parte da cena e da história das personagens que por quarenta ou cinquenta anos dentro do século XX foi a única forma de drag queen existente, contudo considerada uma forma de expressão artística respeitada e aceita. Com a chegada das duas grandes guerras mundiais a sociedade foi reformada, resinificando esses personagens, de acordo com a moda feminina e o pensamento da mulher.
Nessa turbulência de mudanças, surgiram as televisões, cinemas, a cultura pop do movimento gay e feminista abrindo espaço para novas personalidades para essas drags, já que a dama pantomímica não sobreviveu aos anos 70, com o esquecimento dos stand ups por causa da televisão como nova forma de se entreter.
Uma nova mulher Ocidental surge na década de 20, com uma nova personalidade independe, dirigindo, saindo de casa para trabalhar recriando um novo estimulo para vida. O cinema estadunidense teve grande base para essa libertação das mulheres, mostrando uma nova perspectiva de beleza levando-as, por exemplo, a diminuir o cumprimento de suas saias e modificando o corte de cabelo afetando diretamente o ator drag, que como visto acima sempre se preocupou em seguir a moda e o glamour em show para entreter não bastante apenas cantar, dançar e improvisar, mas vestir as mulheres da vida real. Já nos anos 50 os teatros na Inglaterra perderam a força em todo os territórios e a população agora viravam os olhares para a televisão. Baker aponta em seu livro, que nesse mesmo período começa a aparecer os movimentos anti-homossesuais queteve notoriedade entre a imprensa que colocou as Drags em posições anônimas por mais de 15 anos. Baker( 1994, p. 198) fala sobre:“ Um artigo no Sunday Pictorial chamado‘ Homens do Mal’ observou, junto a outras coisas que,‘ Homossexualidade é abundante na profissão teatral... eles possuem maneiras delicadas... chamam uns aos outros de nomes femininos abertamente... usam roupas de mulher”.

“ NÓS SABEMOS O QUE SOMOS, MAS NÃO O QUE PODEMOS SER.”

William Shakespeare
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