QueenHill - O Close Certo Para Toda Drag Queen BOOK TCC SE7E INTERATIVO | Page 28
“BORN NAKED”
TODOS NÓS
NASCEMOS NUS.
O RESTO É DRAG.
RuPaul Charles
O QUE É
DRAG QUEEN?
Segundo a matéria de Samantha Maha- femininas que destoam de seus corpos e atitudes,
wasala através da página Fashionbubbles. A drag já as drags preservam um feminino exagerado
queen sempre foi um elemento espetacular per- mas sem distorção do “ser mulher”.
tencente da sociedade. A história da humanidade
relata diversas passagens em que o ato de se vestir lho artístico, onde se tem uma personificação de
(montar) como drag, além de um posicionamento uma personagem performática e elaboradamente
artístico e político, foi uma necessidade cênica im- extravagante, glamurosa e caricata. Através da
posta pela sociedade. Desde a Grécia antiga até os montagem, os performances transformam seus
dias atuais, homens personificam a imagem femi- corpos rotulados de masculinos em outros corpos
nina em diferentes aspectos. A drag queen sofreu não segmentarizados pelo gênero ou sexo diferen-
metamorfoses reais tanto em sua estética como ciando assim dos demais, por tanto cada monta-
em sua função, mas nunca perdeu seu principal gem é ritualizada de forma diversa.
objetivo – reinventar a si e ao mundo que a circun-
da através da arte de se contar. terizam por se montarem e se desmontarem, en-
A figura da drag está associado ao traba-
As Transformistas e Drag Queens se carac-
Desde a década passada, o cenário artísti- tretanto esse artifício se diferencia dos outros. Pois
co mundial vem testemunhando a expansão do ar- oscilam entre as multiplicidades dos estereótipos
tista performático denominado de “Drag Queen”. femininos e masculinos, partindo dos exageros
Essa forma artística foi vista por um extenso perío- vistos através do pressuposto heterossexual. Onde
do como uma não-arte, desnecessária e na cono- nem sempre fazem questão de esconder os traços
tação pejorativa da palavra, vista como popular. fenótipos, que poderiam ser totalmente transfor-
Segundo Vencato (2003) de modo geral as drags máveis como seus pêlos nos braços e pernas. Em
são homens que se transvestem sem o intuito de sua personificação, suas narrativas se constroem
se vestir de mulher, mesmo que de forma caricata, através de adereço s e acessórios extravagantes,
se diferenciando, por exemplo, de blocos de ruas que refletivos em suas oratórias caracterizam sua
de carnaval que os homens se vestem com roupas montagem.
Queer é tudo isso: é estranho, raro, esquisito. Queer é, também, o sujeito da
sexualidade desviante – homossexuais, bissexuais, transexuais, travestis e drags. É o
excêntrico que não deseja ser ‘integrado’ e muito menos ‘tolerado’. Queer é um jeito
de pensar e de ser que não aspira o centro nem o quer como referência; um jeito de
pensar que desafia as normas regulatórias da sociedade, que assume o desconforto
da ambiguidade, do ‘entre lugares’, do indecível. Queer é um corpo estranho, que
incomoda, perturba, provoca e fascina (LOURO, 2012, p.8).
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AGÊNCIA SE7E
Rupaul
Disponível em: plastikmagazine.com
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