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CONCEITO E FORMAÇÃO DE GRUPO
EU TENHO O MEU, VOCÊ TEM O SEU E PARTICIPAMOS DE UM SÓ GRUPO.
Para que exista um grupo é preciso que
GIGLIO (2010, p.101) reforça isso afirmando
haja objetivos em comum e regras bem definidas que: “Conhecendo as regras de identidade grupal
entre os membros, pois é isso que difere um gru- de um nicho de mercado, podemos compreender
po de apenas um aglomerado de pessoas. Outros os hábitos de consumo dos sujeitos do grupo e cri-
fatores importantes a serem considerados são os ar estratégias que levem a nosso produto”.
quatro passos de formação de um grupo que para
GIGLIO (2010) são: o primeiro passo do nascimento mo para as pessoas é entender a importância da
de um grupo ocorre quando os participantes criam representação social que cada produto e serviço
as primeiras regras; o segundo passo de formação oferece a quem os consome. Para entender o com-
de um grupo é a divisão de tarefas; o terceiro passo portamento dos consumidores que consomem
do nascimento e da manutenção de um grupo é produtos e serviços a fim de se identificarem na
a cristalização das tarefas e por último, no quarto sociedade enquanto grupo é preciso fazer uma
passo é a quebra das regras e a queda dos líderes. análise mais aprofundada dos nichos de mercado.
Compreender o que representa o consu-
Portanto, um grupo nasce, cria suas re-
gras, se estrutura, entra em declínio e por fim se
transforma em outros grupos, com novos líderes e
com novas leis e objetivos em comum.
Segundo GIGLIO (2010, p.101) “a identidade
grupal, por sua vez, é o conjunto de adjetivos e re-
[...] Representações sociais são formas de co-
nhecimento socializadas (isto é, partilhadas
por grupos), tendo seu lado social e seu lado
afetivo/simbólico. Como conhecimento social
elas são grupais. Como resultados de proces-
gras de comportamento de cada pessoa dentro do
sos afetivos/ simbólicos elas são particulares,
grupo, isto é, especificamente nas suas relações
porque dependem da relação entre o sujeito
com os grupos aos quais pertence”. Esta afirmação
e o objeto. [...] (GIGLIO apud MOSCOVICI, p.211-
fundamenta o argumento de que para que um
grupo possa existir é necessário que cada indivíduo
250, 1988).
cumpra com o seu papel, siga as condutas espe-
radas, dentre eles mantendo as mesmas relações
de consumo que os demais integrantes, pois cada que é feito o julgamento dos consumidores em
grupo social possui suas características que per- relação àquilo que está sendo ofertado, esse jul-
mitem a sua diferenciação perante outros grupos, gamento pode ser de caráter individual ou gru-
isso fica explícito pelos seus hábitos e costumes, e pal, pois assim como há produtos que servem de
é aí que entram os profissionais de comunicação, identificação dos grupos, há aqueles que contra-
que ao entender o que demandam esses grupos, dizem as ideias e valores que os grupos desejam
acaba por planejar campanhas mais assertivas. transmitir, afirmando assim seus estilos de vida.
É por meio das representações sociais
“Conhecendo as regras de identidade grupal de um nicho de mercado,
podemos compreender os hábitos de consumo dos sujeitos do grupo
e criar estratégias que levem a nosso produto”.
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AGÊNCIA SE7E
Because People
Por: Alexandre Debieve
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