dizem por aí...
O susto de Moisés
por Leonardo Rossi
A
gora com a cancha de campo sintético é lei: dia
sim, dia não, Moisés se reúne com seus amigos
para um jogo de futebol. Como durante as manhãs e tardes
os alunos do Colégio João Gueno usam esse espaço para as
aulas de Educação Física, Moisés e sua turma costumam se
reunir na cancha às 20 horas.
Depois de uma dessas partidas em uma noite escura,
Moisés voltava sozinho para sua casa. Quando chegou na rua
em que mora, a Bernardo Lunardon, ficou mais tranquilo.
Conhecia todos os moradores na pequena travessa entre
as ruas João Antônio Trevisan e Joaquim Félix de Godoy.
Mas naquela noite foi surpreendido. Ao virar a
esquina, percebeu que dois caras subiram de moto a
pequena travessa. Moisés não pensou duas vezes, começou
a correr e sacou um canivete que ganhou de presente de
seu pai.
Logo pulou numa moita e ficou escondido. Estava
com muito medo de ser assaltado. Moisés lembrou que
tinha um telefone público na rua de cima. Correu para lá
e tentou ligar para a polícia, mas não acreditaram, afinal,
daquele telefone já foram passados muitos trotes, inclusive
por conhecidos de Moisés.
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