Pés no Chão Pés no Chão | Seite 117

dizem por aí... Muitas pessoas perceberam que aquela rua não tinha segurança nenhuma. Faltava luz, o que deixava a rua perigosa, com risco de assaltos e atropelamentos, como o que aconteceu no caso de Vinícius. Depois de alguns dias, Gabriella decidiu mudar do bairro onde cresceu, pois toda vez que passava pela Rua Dalmira Souza Lunardon, lembrava do corpo estendido no chão e isso a magoava. Um dia antes de se mudar, Caio apareceu em sua porta pedindo desculpas. Chorando ele disse “me desculpa mesmo, não era para acontecer aquilo. No dia do acidente, eu peguei o carro do meu pai para ir até sua casa e falar que tinha voltado, mas do nada, na escuridão, eu não o vi atravessando a rua… Logo depois tentei ajudá-lo, mas com certeza a polícia já estava a caminho e acabei fugindo”. Gabriella começou a chorar e fechou a porta na cara dele. Ninguém sabia quanta dor e raiva estava no coração da garota. No mesmo instante, ligou para a polícia, que foi atrás de seu primo, mas até hoje ninguém sabe para onde Caio foi. 117