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A resposta é simples: Ele é o ordenador da matéria. O Grande Arquiteto, como o
chamam os maçons e teosofistas. Pois bem, segundo a tradição primordial, para
ordená-la, teria criado um átomo semente, que se repete e se repete incansavelmente
em toda porção material, que vai desdobrar-se manifestando um processo evolutivo.
Quer dizer, é uma ferramenta operacional, que lhe permite precipitar a matéria à forma
arquetípica. Desta forma é como o demiurgo cria os entes, desde um sol, planeta ou
galáxia, até a menor partícula. Esse “precipitador” é, com toda propriedade, uma força
gravitacional. 14 Como já se intuirá, a marcha processual do ente precipitado nessa
espécie de espiral, necessita de um plano dimensional, espacial e temporal para chegar
a Ser em Si, que é a perfeição ou enteléquia, buscada pelo pantocrator. Por isso, todo
ente está sujeito ao tempo e espaço.
Para criar seu hominídeo, o demiurgo concebeu um arquétipo para revestir esse átomo
semente. É a esse arquétipo que a tradição primordial concede o nome de mônada ou,
para simplificar, alma. A alma se precipitaria no espaço/tempo, para chegar a Ser em
Si, a enteléquia do hominídeo, que é chegar a Ser super-hominídeo. Mas falhou, seu
processo evolutivo era demasiado lento, depois de milhões de anos. Foi então que se
produziu a inesperada chegada de uma raça extradimensional ao universo do demiurgo,
e mediante traição, aprisionaram membros de sua própria raça à alma.
E eis aqui a chave para compreender o Vrill; sem o acorrentamento não haveria tal
possibilidade. Se bem que há que se fazer um esforço de reflexão muito grande para
imaginar um Ser Extradimensional, absolutamente indeterminado, devemos tentá-lo,
para vislumbrar seu significado metafísico.
Como se acorrenta algo infinito como o espírito a um ente finito como o hominídeo e a
alma?
Ainda que tratar de explicá-lo está fora dos fins deste informe, devemos oferecer
algumas pautas para responder os questionamentos apresentados. E o faremos, como
não pode ser de outra maneira, sintaticamente: mediante a traição se o expôs, abrindo-
se interiormente aos entes universais que se encontram nas dimensões contidas em
outro infinito, o do demiurgo, dispersando-se irremediavelmente. Então, o que se logrou
capturar foram seus vetores dispersos, plasmando nas fêmeas do hominídeo um signo,
um sinal próprio daquela raça extradimensional. Por isso dizemos que foi vilmente
enganado. Esse vetor perdido, do Ser Extradimensional disperso, refletido na
consciência do hominídeo, onde está plasmado o signo ou sinal, foi suficiente para
iluminá-la e acelerar sua evolução.
Aquele Ser Extradimensional ficou revertido dentro do universo, condenado à confusão,
acorrentado até a implosão deste, quando o demiurgo sugue novamente toda sua
criação, no que os hinduístas conhecem como o Mahapralaya, o fim de um ciclo de
manifestação de Brahma (outro dos nomes do demiurgo).
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Daí que a gnose hiperbórea o chame “Arquétipo Gravis”.