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É importante anotar que só a Argentina e o Chile têm uma soberania avalizada pelo direito internacional sobre territórios antárticos. Contudo, a assinatura do Tratado Antártico, em 1959, estipula que a Antártida é zona de livre acesso para a investigação científica; ainda que a Grã-Bretanha tenha impugnado os direitos territoriais soberanos da Argentina e Chile, o Tratado Antártico garante, até certo ponto, as pretensões soberanas destes países sobre a Antártida. Houve incidentes graves entre a Argentina e a Grã-Bretanha, mas se mitigaram com a presença britânica nas Malvinas. Algo muito significativo sobre o Sistema do Tratado Antártico é que proíbe a militarização da Antártida de todos os países signatários, apenas a Argentina e o Chile têm bases militares, mas destinadas a fins civis. Um dos principais difusores da presença nazi na Antártida, o chileno Don Miguel Serrano Fernández, considerado um dos mais destacados impulsionadores do “Nazismo Esotérico”, participou, em 1947-1948, de uma viagem de exploração à Antártida como jornalista; experiência que se tornou uma de suas principais fontes literárias. Marxista convencido, a princípio, Serrano se envolveria a fundo com o lado oculto do nazismo, a meados dos anos trinta, ao vincular-se com certas agrupações ocultistas do Chile, impregnadas da mística racial, tão em voga naqueles tempos, quando a filosofia fascista se encontrava no auge. Também em 1973, um dos maiores sábios que deu a humanidade, o argentino Felipe Moyano, pisaria em terras antárticas, ficando um ano na base Orcadas, a instalação humana permanente mais antiga da Antártida. Pela magnitude de sua obra e a inaudita erudição que expressa, é possível que aquela viagem tenha gerado nele uma espécie de catarse, devida em parte à proximidade da anomalia interdimensional, ou talvez da base “Neuberlin”. É um mistério. Moyano na Antártida O certo é que escreveu vinte livros desde 1974; somente dois chegaram a ser publicados e três ou quatro que circularam, entre alguns círculos, por filtrações no seio dos grupos esotéricos que conformou; mas para nós, que estudamos a obra publicada, é surpreendente corroborar as afirmações que asseguram que “devia evacuar 5.000 livros”, que tinha comido “5.000 livros”, “que tinha em sua cabeça uma infinidade de datas, lugares, onde aconteceram, o como e o porquê; tudo isso foi uma tremenda odisseia, e sempre, preparados para fugir, já que é bem sabido que as forças ocultas e sinistras travam tudo e querem nos assustar, ou melhor, nós, Moyano, na Antártida queriam assustar, para que desistíssemos de seguir adiante, isso tenho que admitir.” 5 Salta à vista, depois de uma séria revisão das obras destes dois autores, que sabem “algo mais”, sobretudo Felipe Moyano que notoriamente oferece em seus 5 Extrato de uma das cartas de Rosalia Taglialavore, mãe de Felipe Moyano, publicadas na página web: www.quintadominica.com.ar