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maria voce Mas Deus não se deixa vencer em generosidade. Por isso enviou ao mundo seu Filho para, qual luz que resplandece nas trevas (cf. Jo 1,5), revelar-nos, com as suas palavras e com toda a sua existência, como se vive enquanto filhos, em comunhão com Deus. Todavia, para Jesus isso não foi suficiente. Num ápice de amor, ele aceitou compartilhar conosco até nossa distância de Deus, portanto, nossa condição de pecado, da qual experimentou todo o peso, até sentir-se Ele mesmo abandonado por Deus (cf. Mc 15,34; Mt 27,46). No entanto, justamente no momento supremo em que sua vida passava pela morte e a luz se tornava trevas, liberando de si todo o amor, colocou-se novamente nas mãos do Pai, até fazer da própria morte o dom completo de si: dom que uniu o que estava dividido, preencheu o vazio da distância infinita; tamanha é a força transformadora e criadora do amor, que reintegra o homem na sua dignidade, devolvendo-lhe todo o seu valor de filho de Deus. Ao ter assim reencontrado sua “imagem” mais verdadeira, agora o homem também pode lançar-se e abraçar todo sofrimento, toda solidão, toda nulidade, em quaisquer formas elas apareçam, e, assumindo-as como próprias, transformá-las em amor e em plenitude de ser. Tendo-se identificado com o próprio Amor, agora revive também nele a força transformadora e criadora do amor, como transparece da seguinte oração de Chiara, amor em tudo parecido a um abraço universal que envolve toda a humanidade, toda a Criação: 26 Senhor, dá-me todos os que estão sós… Senti em meu coração a paixão que invade o teu, por todo o abandono em que o mundo inteiro nada. Amo todo ser doente e só: Até as plantas sem viço me causam dó… até os animais solitários. Quem consola o seu pranto?