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20 Na Luz do Pai Isso é afirmado apenas sobre o homem e a mulher, querendo significar que a criação deles teve o próprio Deus como modelo; portanto, eles apresentam-se como um espelho da divindade. Segundo toda a tradição interpretativa judaico-cristã, eles se caracterizam pela liberdade e pela inteligência. Ao mesmo tempo, a pessoa é o ser que se encontra “diante de Deus” — pois a imagem está diante daquele que ela representa — e, portanto, é chamada a entrar em relação com Deus, a ouvir a sua palavra, a responder e a dar-se a ele. Pensando na história do universo, que as ciências já se acostumaram a ver como uma realidade dinâmica, imagino o momento em que, pela primeira vez, brilhou a centelha da consciência. Gosto de pensar na surpresa do homem quando percebeu em si a capacidade de transcender o universo em que vivia, para colocar-se em contato com aquele que é a origem de tudo. E gosto de pensar também no próprio Deus, que, embora tendo previsto em seus desígnios essa criatura capaz de entrar em comunhão com ele, certamente deve ter experimentado uma indizível surpresa no momento em que, pela primeira vez, recebeu, neste universo por ele criado, a resposta da pessoa humana. Um Deus “de homens” Engenhoso relojoeiro ou hábil arquiteto, excelso matemático ou artesão tapa-buracos, jogador de dados ou ilusionista: as inúmeras definições de Deus correspondem às diversas fases em que a humanidade procurou focalizar sempre melhor sua figura. É possível tentar uma síntese esquemática das imagens que o homem propôs em sua reflexão sobre o criador do mundo? Se traçarmos um quadro sintético, poderemos identificar cinco fases principais no desenvolvimento da