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18 Na Luz do Pai nos aproximar do mistério absoluto, mas é Deus que se abre a nós e nos fala. De maneira que o conhecimento de Deus que vem da teologia é uma atividade que não se fundamenta somente no fato de Deus ter criado o homem capaz de conhecê-lo e de reconhecê-lo, mas também no fato de que ele quis manifestar-se, mostrando-lhe seu próprio rosto na pessoa de Jesus Cristo. Nesse sentido, todas as ciências que — embora de modos diferentes — se ocupam de Deus têm extrema importância. Elas têm fundamento, porque partem de uma realidade e de uma experiência não abstratas e, em seguida, explicitam o sentido mais profundo da nossa existência e tocam-nos profundamente. Por isso, podemos tranqüilamente afirmar, concluindo, que uma existência, uma cultura e uma sociedade autenticamente humanas, se não considerarem o conhecimento de Deus, acabarão por perder seu princípio vital mais original, mais dinâmico. Feito esse esclarecimento, podemos dizer, sem receio de sermos desmentidos, que pelo menos a palavra “Deus” existe, mesmo se depois as opiniões se dividem sobre o significado atribuído ao termo e se ele corresponde a alguma coisa real. Um historiador verificou que, nos seis mil anos desde que o homem começou a se comunicar inclusive por escrito, não há nenhuma língua em que não apareça um vocábulo para designar o conceito de “potência sobrehumana”. Podemos, então, concordar com a afirmação do teólogo Karl Rahner de que a peculiaridade que distingue a espécie humana das outras criaturas é a consciência da existência de um poder externo e superior? O que Rahner disse certamente tem fundamento. Em primeiro lugar, porque isso se constata na base da história das religiões e das civilizações, as quais docu-