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Prefácio 9 Piero Coda fez frutificar seu vasto conhecimento e sua grande experiência teológica, espiritual e humana, respondendo a cada questão e aprofundando-a, ajudando-nos a intuir os horizontes que a fé em Deus-Abbá ilumina nos vários campos do saber, da vida e dos projetos para o futuro. Mas quais são os temas propostos por João Paulo II? É oportuno retomá-los, ainda que brevemente, não apenas para nos introduzirmos na leitura destas páginas, mas também para saborearmos, ainda uma vez, diretamente, a sua riqueza e densidade e nos deixarmos envolver intimamente. Em primeiro lugar — como já acenamos — o Papa propõe-nos o tema do conhecimento de Deus que nos vem de Jesus: “Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo” (Jo 17,3). É disso que partem, especialmente, a reflexão e a experiência sobre a originalidade da religião cristã, que João Paulo II, a partir das primeiras páginas de sua belíssima carta apostólica, define como a religião do “permanecer no íntimo de Deus […] participar na sua própria vida” (n. 8) e também como a “religião da glória, é um existir em novidade de vida para louvor da glória de Deus” (n. 6), e isso vale para toda a Criação, mas principalmente para o homem vivente, “epifania da glória de Deus, chamado a viver da plenitude da vida em Deus” (n. 6). Da concepção da vida cristã e, mais universalmente, da vida humana como “caminho em direção ao Pai”, resulta naturalmente — explica o Papa — o impulso para uma autêntica conversão de vida, que etimologicamente significa reorientar todo o nosso coração, toda a nossa mente e todas as nossas forças, no amor (cf. Dt 6,4-5; Mc 12,29-30), para Deus, nosso criador e Pai. “É este o contexto adequado para a descoberta e a intensa celebração do sacramento da Penitência, no seu significado mais profundo” (n. 50). Mas falar de Deus Pai e, principalmente, viver conforme os seus desígnios sobre a Criação e sua vontade