OPINIÃO
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Rola a Bola
Tiago Sardo
Desporto
43
Heróis, campeões, surpresas e vilões
Já sabemos que maio é um mês sempre muito agitado em termos desportivos. Porém, o de 2018 acaba por ultrapassar qualquer um. Era impossível escolher apenas um tema, num mês que foi uma montanha-russa de emoções. Ora, vamos lá recordar tudo o que aconteceu:
1)
Joguei ténis durante seis anos, curiosamente no local onde decorreu o torneio, e sempre desejei ver um português a vencer este torneio. Ser João Sousa a vencê-lo é o mais natural, dado que é o melhor português de todos os tempos. A melhorar tem duas coisas, para mim: a inconsistência no seu jogo e a facilidade com que “perde a cabeça em court”, disparatando contra tudo e contra todos, muitas vezes sem razão.
Mas parabéns João, e acima de tudo obrigado por tal alegria.
2)
Para mim, o segredo da formação do Norte está no treinador. Sérgio Conceição veio revigorar uma equipa de remendos, composta por regressos de jogadores emprestados e de atletas que já lá estavam. Resultado? Igualar o recorde de pontos alguma vez alcançado e um novo campeonato nacional, quatro anos depois da última conquista. O técnico português com a sua garra, atitude e dedicação conseguiu manter uma equipa motivada e lutadora que nunca vacilou nos momentos decisivos, como foi percetível no clássico da Luz.
Quanto a descidas, um adeus particularmente sentido ao Estoril, clube pelo qual tenho um enorme carinho, e ao Paços de Ferreira. Espero ver-vos de volta em breve! E sejam bem-vindos de novo Nacional da Madeira e Santa Clara.
«Ser João Sousa a vencê-lo é o mais natural, dado que é o melhor português de todos os tempos»