Pontivírgula - Edição Maio 2018 Pontivírgula - Edição Maio 2018 | Page 43

OPINIÃO

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Rola a Bola

Tiago Sardo

Desporto

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Heróis, campeões, surpresas e vilões

Já sabemos que maio é um mês sempre muito agitado em termos desportivos. Porém, o de 2018 acaba por ultrapassar qualquer um. Era impossível escolher apenas um tema, num mês que foi uma montanha-russa de emoções. Ora, vamos lá recordar tudo o que aconteceu:

1)O mês começou com atenções direcionadas para o Estoril. João Sousa era o segundo português da história a disputar a final do Estoril Open e, em caso de vitória, tornar-se-ia no primeiro português a vencer este torneio. O vimaranense não se fez rogado e com classe venceu Tiafoe, um dos futuros grandes jogadores do ténis mundial, para colocar o país ao rubro.

Joguei ténis durante seis anos, curiosamente no local onde decorreu o torneio, e sempre desejei ver um português a vencer este torneio. Ser João Sousa a vencê-lo é o mais natural, dado que é o melhor português de todos os tempos. A melhorar tem duas coisas, para mim: a inconsistência no seu jogo e a facilidade com que “perde a cabeça em court”, disparatando contra tudo e contra todos, muitas vezes sem razão.

Mas parabéns João, e acima de tudo obrigado por tal alegria.

2)Acabou a Liga NOS 2017/2018. O Futebol Clube do Porto sagrou-se (justamente) campeão por aquilo que fez dentro de campo, onde foi, indubitavelmente, melhor equipa. Há quem considere que o que se passou fora de campo, invalidava a justiça do seu título, mas eu não vou por aí, nem entro para esse peditório.

Para mim, o segredo da formação do Norte está no treinador. Sérgio Conceição veio revigorar uma equipa de remendos, composta por regressos de jogadores emprestados e de atletas que já lá estavam. Resultado? Igualar o recorde de pontos alguma vez alcançado e um novo campeonato nacional, quatro anos depois da última conquista. O técnico português com a sua garra, atitude e dedicação conseguiu manter uma equipa motivada e lutadora que nunca vacilou nos momentos decisivos, como foi percetível no clássico da Luz.

Quanto a descidas, um adeus particularmente sentido ao Estoril, clube pelo qual tenho um enorme carinho, e ao Paços de Ferreira. Espero ver-vos de volta em breve! E sejam bem-vindos de novo Nacional da Madeira e Santa Clara.

«Ser João Sousa a vencê-lo é o mais natural, dado que é o melhor português de todos os tempos»