Pontivírgula - Edição Maio 2018 Pontivírgula - Edição Maio 2018 | Página 26

Em declarações à Sporting TV, Bruno de Carvalho declarou que o que aconteceu “foi um acto criminoso” e que se tratou de “um caso de polícia, não desportivo”. Procurou acalmar os adeptos afirmando que “os jogadores estão tristes com o que aconteceu mas querem jogar” a final no Jamor. A frase mais célebre do seu discurso acabou por não cair bem no seio sportinguista, ao dizer que este caso “foi chato, mas amanhã é outro dia”.

Noticiou-se que vários jogadores pretendiam rescindir os seus contratos, embora até hoje não se tenha conhecimento de que alguém o fez efectivamente. Pouco tempo depois, o plantel emitiu um comunicado a anunciar que iria a jogo no domingo seguinte, desfazendo as dúvidas que existiriam de que a final estaria em risco de se concretizar.

A 17 de Maio, toda a mesa da Assembleia-Geral, encabeçada por Jaime Marta Soares, bem como grande parte do Conselho Fiscal do Sporting, apresentaram a demissão. Isto levou a que Bruno de Carvalho falasse aos jornalistas num comunicado em forma de conferência de imprensa, onde garantiu que não se iria demitir, “a bem do clube”, como proferiu. Em relação ao Conselho Directivo, um vice-presidente e três vogais entregaram as suas demissões, levando Bruno de Carvalho a ficar a apenas mais uma demissão de “cair do poder”, o que acabou por não acontecer.

No dia 19, uma nova conferência de imprensa de cerca de duas horas resume-se a Bruno de Carvalho a atacar tudo e todos, desde a comunicação social até Jaime Marta Soares e José Maria Ricciardi, passando pelos próprios jogadores de futebol, que considera que provocaram “involuntariamente” o acto. Nestas declarações, o presidente do SCP aproveitou também para dizer que não iria ao Jamor, visto “não estarem criadas condições”, e que iriam ser marcadas sessões de esclarecimento com os sócios no Norte, Centro e Sul do país.

Chegava o dia da grande final. Uma equipa animicamente afectada com os incidentes da semana procurava dar uma alegria aos seus adeptos. Mas a falta de treinos nos dias que antecederam a final também se fez notar, acabando por ser o Desp. Aves a subir à tribuna e a levantar a Taça, após vitória por 2-1. No final do jogo, notava-se o desânimo no rosto dos sportinguistas, com Rui Patrício, inconsolável, a ser o principal rosto da tristeza leonina.

A situação parecia cada vez pior e, por isso, os órgãos sociais do clube reuniram-se imediatamente a seguir à derrota no Jamor. Contudo, ficou tudo adiado para a seguinte quinta-feira (dia 24), onde se voltariam a reunir. Nesta reunião, decidiu-se que iria haver uma Assembleia-Geral, que está marcada para o dia 23 de Junho. A seguir à reunião, Bruno de Carvalho falou de novo aos jornalistas, dizendo que este era “um dos dias mais tristes” que viveu no Sporting, criticando novamente Marta Soares, dizendo que tinha lançado uma “bomba atómica” e que colocaria em causa toda a preparação da próxima época.

Até à AG, não se sabe o que irá mais acontecer. Os adeptos destituirão o Presidente ou este irá permanecer na liderança do clube? Em Portugal, a temporada futebolística terminou e o futuro dos jogadores e de Jorge Jesus é ainda uma incógnita. Mas uma coisa é certa e Marta Soares sabe-o: “Nada vai ficar como antes”.

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«Os adeptos destituirão o Presidente ou este irá permanecer na liderança do clube?»