Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 PDN 2018-2022_MASTER_vf_Volume 1_13052018 | Page 265
com Angola;
Reforçar a estratégia de diplomacia económica subjacente ao PRODESI, mobilizando a rede diplomática de
Angola para promover os produtos e serviços angolanos, bem como as oportunidades de investimento no
País;
Promover acordos de supressão de vistos, em especial com os parceiros estratégicos;
Estabelecer e aprofundar as relações bilaterais com os Estados considerados prioritários, designadamente
com os países membros da SADC (nomeadamente os países vizinhos República Democrática do Congo,
Zâmbia e Namíbia, e a África do Sul, com quem trabalhará para assumir uma posição de proeminência no
seio da SADC), mas também com a CEEAC, os países da CPLP, dos PALOP e do Golfo da Guiné;
Conceder prioridade às relações bilaterais que aportem conhecimento necessário ao processo de
desenvolvimento de Angola, celebrando acordos de cooperação estratégica com os principais países do
mundo líderes do conhecimento e do desenvolvimento tecnológico e humano;
Criar um grupo de trabalho multi-sectorial de negociação bilateral e multilateral;
Melhorar a coordenação, implementação e acompanhamento dos programas de cooperação existentes, a
nível bilateral e multilateral;
Reavaliar e redinamizar as Comissões Bilaterais;
Criar a Comissão Inter-sectorial para o Processo de Graduação de Angola do Grupo de PMA;
Elaborar a Estratégia de Transição Suave para a Graduação de Angola da categoria de PMA;
Elaborar e tornar inteligível a visão estratégica de Angola sobre o mundo em geral e o continente africano
em particular, os constrangimentos e os aspectos que devem ser revistos e os que podem ser melhorados;
Consolidar o Papel de Angola no Contexto Internacional e Regional, através da sua intervenção nos
principais dossiers internacionais em particular na Região dos Grandes Lagos e do Golfo da Guiné, no
âmbito da SADC e da União Africana;
Participar activamente na Comissão do Golfo da Guiné e continuar a promover a concertação com os
Estados membros para o estabelecimento de políticas harmonizadas e medidas preventivas para a redução
das ameaças, no âmbito da segurança marítima;
Apoiar a operacionalização das estruturas das organizações regionais quanto à prevenção, mediação e
resolução de conflitos, bem como à diplomacia preventiva;
Liderar, juntamente com os grandes contribuintes da União Africana, uma reflexão sobre a reforma do
Conselho de Paz e Segurança pautando por um critério qualitativo, em que se garanta uma participação
permanente neste importante órgão dos Estados membros com real capacidade financeira, técnica e militar;
Candidatar Angola para mais um mandato de dois ou três anos no Conselho de Paz e Segurança da União
Africana e considerar a possibilidade de uma das reuniões durante a Presidência de Angola se realizar no
País, com todos os efeitos positivos para o prestígio de Angola e para a política externa angolana;
Capitalizar melhor a condição de Angola como um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos da
América na África Subsariana e a importância que esse País atribui à liderança de Angola na prevenção e
resolução de conflitos no continente;
Continuar a manter uma cooperação privilegiada com a União Europeia, no quadro de vários acordos
firmados com o grupo de Estados de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP);
Intensificar o diálogo político e diplomático global, equilibrado e regular e uma cooperação bilateral activa
com a União Europeia, no âmbito do “Caminho Conjunto” sobre questões de interesse comum,
nomeadamente paz e segurança, boa governação e direitos humanos, crescimento económico e
desenvolvimento sustentável, entre outras;
Continuar a trabalhar no sentido de albergar em Angola o Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC;
Redimensionar as missões diplomáticas e os postos consulares;
Instalar equipamentos para execução dos actos de registo civil (identificação civil e criminal e emissão de
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