Paradidático - O Outro em Mim Paradidático - O Outro em Mim | Seite 53
da guerra, os gritos, o ruído de ferro em madeira, ferro em ferro, e
mesmo com o medo que aquele impacto inicial tinha causado sobre seus
olhos, esgueirava-se pela batalha em direção a sua casa. Flechas
passavam rente a sua cabeça, as enormes facas pareciam dizer algo e
como a presa afiada de um javali, rasgavam os corpos de seus
conterrâneos.
Um inimigo se apresenta vindo em sua direção montado na
criatura de 4 patas chegando cada vez mais perto, era desesperador e o
jovem não sabia o que fazer, apenas segurava seu Macuahuitl esperando
a morte chegar. Até que de repente um aliado surge pulando em cima do
estrangeiro, fazendo assim com que seu destino mudasse. Mais flechas
viam de todas as direções e Ameyal desviava de golpes físicos um de cada
vez, pois era ágil e seus reflexos muito aguçados. Se depara com outro
inimigo vindo diretamente para ele, porém, com maestria o rapaz
desfere uma espadada no peito de seu adversário o derrubando e
finaliza-o com outro golpe em sua cabeça. Correndo em meio a batalha
desferia golpes fatais nos vários rivais que apareciam. Outro oponente
aparece empurrando-o contra a parede de uma casa, assim destruindo-a,
esse adversário pula em sua direção para acabar com o combate,
entretanto, Ameyal pega um dos bambus da casa destruída e ergue em
direção ao inimigo, que no ar não consegue se desviar, assim
atravessando sua barriga. Finalmente avista sua casa, contudo, escuta o
barulho mais alto que já ouviu em sua vida, espantado começa a ver sua
casa se despedaçando, palha por palha, bambu por bambu, queria não
acreditar no que estava vendo. Correu o mais depressa que conseguia,
estava tão estarrecido que não percebia nada, aquilo tudo já não
importava mais. Empurrava aliados que batalhavam, inimigos que
utilizavam as armas mais letais, qualquer coisa que estivesse na sua
frente. A única coisa que vinha em sua cabeça era seu irmão.