Paradidático - O Outro em Mim Paradidático - O Outro em Mim | Page 51

seu corpo Lorenzo respirou fundo, e sem mais tempo para decisões partiu para a batalha. Alguns minutos antes... Ameyal, voltava para casa com os jarros de água quando de repente tudo começou. Em meio a trovões e uma chuva tão forte, homens armados começaram a adentrar o povoado. Eles corriam em direção aos astecas com fúria. Era horrível, os espanhóis vindos da sombra da morte gritavam enquanto viam em direção ao acampamento segurando suas enormes facas qual pareciam cortar o ar, alguns utilizavam paus com pontas de ferro. Era a primeira vez que Amayal escutava e via um inimigo produzindo aqueles sons, o som da guerra. Gritos, tiros, o choque de lanças de freixo e lâminas de espadas de ferro contra a escudos de madeira. A lama junto com o sangue e chuva escorrendo pelos corpos, apresentava a maior realidade que um combate dessa magnitude poderia provocar. As espadas espanholas formavam uma cerca viva, enquanto os escudos astecas uma muralha. Em meio a tanta confusão, Lorenzo se depara com um nativo qual segurava um escudo de madeira pintado de amarelo em sua borda e algumas listras vermelhas em seu plano, partindo para atacá-lo. Esse homem utilizava uma bandana que parecia ser da cor branca, porém, devido a todo o estresse da batalha já não era mais distinguível tal tonalidade. Manuseava uma pequena faca, onde em primeira vista não parecia ser grande coisa, contudo a maneira em que a empunhava, nunca tinha visto algo parecido, girava a lâmina entre seus dedos e enquanto gritava da maneira mais frenética possível corria em direção a sua vítima. O espanhol então agarra sua espada e se prepara para o combate, tenta um ataque vindo de cima para baixo segurando com as duas mãos a empunhadura, como um trovão que atinge uma árvore fazendo a em