a areia onde enterro os pés
as pedras da caçada que diariamente palmilho
os caminhos que percorri
e me trouxeram até aqui.
Agradeço,
a água que mata a minha sede
o céu infinito que não posso tocar,
mas, que todos os dias invento
nos sonhos que teimo em sonhar.
Agradeço,
esta força infinita que me preenche
a mão que toca e estas palavras escreve
os lábios que beijam e baixinho murmuram:
“Obrigado, meu Deus, por tudo.”
Paula Magalhães
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