Optimismus Optimismus Magazine Setembro 2014 | Page 50

As vidas que vivemos

Quando tempo passou entre o rancor e a gratidão?

Quantas vidas vivemos numa vida?

São as perguntas que faço quando me lembro da pessoa que fui e daquela em que me tornei.

Passei demasiado tempo a desejar a vida dos outros: eles eram sempre mais felizes, mais afortunados, mais belos, mais simpáticos, mais extrovertidos, mais, mais, mais…

Vivi indignada com a minha pouca sorte e com o caminho que a vida me tinha destinado: eu merecia muito melhor! (e não julgamos todos merecer melhor?)

Mas, a verdade, é que deixava passar os dias, monótona e rotineiramente, sem paixão, desmotivada e cansada de tudo. A tristeza é, de facto, um vício: habituamo-nos a ela e não sabemos viver de outra forma!

A determinada altura, emergimos ou afundámos – Não é algo que acontece num segundo, como um “clique” qualquer e já está…

Mas tem que haver um ponto de viragem accionado por inúmeras circunstâncias.

Quando nos apercebemos, a pessoa que fomos ficou para trás…

50