Optimismus Optimismus Magazine Setembro 2014 | Page 26

Sons1 no banco de jardim

Todos os dias uma rotina.

Um desabafo constante de que os dias são sempre iguais e que damos de caras sempre com as mesmas pessoas.

É esta a linha de pensamento que rodeia vezes sem conta quando acordamos para um novo dia.

Grato seria pensar que um “novo dia é uma nova oportunidade”, mas nem sempre é assim, pois no meio de tantas constantes

é-nos difícil perceber e percecionar que somos notados pelos olhares e sons de estranhos ou até mesmo de conhecidos.

Uma coisa é certa, ao longo da vida de cada um, existe gratidão pelos sons que reconhecemos e por aqueles que vamos conhecendo.

E é, nestes últimos que vou dar mais importância.

Estava um dia fresco, com a sensação forçada de um calor vindo do sol. Mas, existia algo de diferente naquele início de tarde.

Contudo, como habitual, lá estava ele a aguardar por mim, imóvel no sentido de espera por algo vivo que lhe fizesse companhia. Curioso.

Para mim, este banco de jardim era diferente dos outros.

Era com ele que podia conversar vezes sem conta, mesmo quando o tempo era escasso.

Sim, as visitas eram curtas, mas muito divertidas.

Para além disso, comunicávamos de uma forma muito peculiar.

26