OpenMind November 2014 | Page 91

capa “ ” Aos 24 anos, a cantora é a grande cartada do mercado fonográfico americano para evitar que este ano se torne o mais catastrófico da história. Uma aposta certeira. Seu novo disco, ‘1989’, que chega ao Brasil no dia 11, marca a guinada do country para o pop e reúne as qualidades que a fizeram ganhadora de sete troféus Grammy e de uma fortuna de milhões e milhões de dólares “Querido, eu sou um pesadelo disfarçado de sonho”, canta Taylor Swift em Blank Space, a segunda faixa de 1989, disco que chegou às lojas americanas na última segunda-feira e desembarca no Brasil no dia 11 de novembro, marcando a sua mudança definitiva da música country para o pop. A frase pode soar autodepreciativa aos desavisados, mas que eles não se enganem. Ela é criação exemplar de uma cantora que faz autoficção nas suas letras e agora adota uma atitude bem-humorada diante do que deu errado, na carreira e na vida. Quer dizer, só na vida, já que a carreira não poderia estar melhor. Aos 24 anos, Taylor Swift soma sete estatuetas do Grammy, mais de 30 milhões de discos vendidos pelo mundo e, apenas entre junho de 2013 e junho de 2014, uma receita de 64 milhões de dólares oriundos de shows e contratos publicitários, segundo a revista Forbes. Ela vive o seu melhor momento, exatamente quando o mercado fonográfico americano amarga o seu pior. A conjunção levou a cantora a ser apontada como a salvação da lavoura – sem trocadilhos com a sua origem country. É ela quem, na opinião de analistas e executivos da indústria musical, pode impedir que o setor tenha em 2014 o seu ano mais trágico: até aqui, nenhum artista ou banda vendeu 1 milhão de cópias de um mesmo disco nos Estados Unidos, condição para conquistar um disco de platina no país. Uma história que Taylor Swift agora pode reescrever. Na próxima quarta, dia 5, a revista Billboard, que compila dados de vendas nos EUA, publicará os números desta semana e então será possível saber se Taylor terá cumprido a profecia. Mas, dado o histórico da cantora, que vendeu mais de 1 milhão de unidades dos seus dois discos anteriores, Red (2012) e Speak Now (2010), em apenas uma semana, a meta não chega a ser um grande desafio. E, ao que indica reportagem publicada nesta quinta pelo site da Billboard, Taylor percorreu mais de metade do caminho já no primeiro dia: 1989, segundo a nota, teria vendido incríveis 600.000 cópias no dia de estreia, 27 de outubro. 91