curiosidades
quem foram as gueixas
e por que elas foram confundidas com prostitutas
Nós conhecemos muito pouco da cultura
oriental. E esse pouco ainda pode ser bem distorcido, como no caso da atividade das gueixas.
Ao contrário do que muitos pensam, não é certo
confundi-las com prostitutas de luxo. Elas foram
mulheres da sociedade japonesa dedicadas às
artes (“gueixa” em japonês significa artista) e à
manutenção das tradições do Japão. Aliás, ainda são. Existem atualmente entre mil e duas mil
gueixas, número bem menor do que no auge
da atividade, no século XIX, quando havia mais
de 25 mil profissionais desse ramo.
O sexo nunca foi uma das atribuições fundamentais das gueixas (muito menos obrigatório). Cultas e bem educadas, elas prestavam
serviços para os homens que podiam pagar por
sua companhia para entretê-los. Durante esses
encontros, elas colocavam em prática os longos anos de treinamento (não era fácil se tornar
uma). Tocavam instrumentos musicais, sabiam
conversar sobre os mais diversos tópicos, recitavam poesia ou dançavam. Hoje elas são convidadas para festas, eventos com turistas e apresentações em feiras.
Só que a linha entre essas atividades se tornava bem tênue quando o assunto era sexo…
Ainda é um grande tabu falar em prostituição
nessa área. De fato, a atividade sexual podia
ocorrer algumas vezes, como durante o mizuage, um ritual em que jovens gueixas perdiam a
virgindade aos 20 anos com homens que pagavam para ter o “privilégio”. Felizmente essa prática foi abolida formalmente em 1959.
Foi no pós-Segunda Guerra Mundial, com a
ocupação aliada no Japão, que a imagem de
gueixas como prostitutas foi fortalecida na cabeça dos ocidentais. As “Geisha Girls” foram
prostitutas que se vestiam parecidas com as
gueixas tradicionais para atrair os soldados norte-americanos. Os estrangeiros, que não conheciam a cultura japonesa, não sabiam diferenciá
-las das tradicionais artistas.
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