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Muito (muito mesmo) se falou sobre a estreia de “Gotham”. A essa altura do campeonato, qualquer um que acompanhe com alguma frequência notícias do universo das séries já sabe um bocado sobre a nova série da FOX, e toda a aura de expectativa criada em torno dela. Até os críticos americanos ajudaram nisso quando
elegeram a produção como a mais promissora novata da fall season.
Pois é. “Gotham” foi lançada oficialmente nos Estados Unidos na última segundafeira (22) com altíssimos índices de audiência, sendo uma das estreias mais bem
sucedidas da semana. Hoje (29), o show começa a ser exibido aqui no Brasil, pela
Warner. Mas, será que a série é tudo isso mesmo? Julgando pelo primeiro episódio,
podemos decidir se esse é um bom investimento de tempo ou não. Vem comigo.
O primeiro episódio fica encarregado de pintar um quadro claro de qual será o
cenário e a postura dos personagens na trama. Gotham é apresentada logo de cara
como uma cidade terrível, na qual poucos de nós gostaríamos de viver. A cadeia
está transbordando de criminosos e as ruas estão ainda piores. Assaltos, espancamentos e homicídios são coisas do cotidiano.
O que mais choca, porém, não é tanto a violência extrema, mas sim a corrupção.
A polícia está longe de assumir o papel de grandes salvadores, como acontece em
infinitas séries norte-americanas. Em “Gotham”, a coisa é diferente: os policias não
estão nem aí. É nessa que chega o detetive James Gordon (Ben McKenzie), único
ser humano decente em um mar de profissionais tenebrosos. Porém, ele vai ter que
lidar com a companhia de um parceiro que tem tantos podres quanto se pode ter, o
detetive Harvey Bullock (Donal Logue).
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