Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Seite 89

patrimônio. A exemplo da Campanha "Patrimônio não é penico" realizada na 9ª edição da FeliS. O último ponto de impacto se refere ao potencial para crescimento da FeliS, uma vez que o desenvolvimento da feira pode vir a se expressar como um provável atrativo turístico de grande proporção. Seguindo exemplo da FLIP, FLIPORTO e da Feira do Livro de Porto Alegre, feiras literárias utilizadas como referências neste trabalho, que com o passar dos anos e seus crescimentos absorveram grande notoriedade no cenário literário, cultural e turístico do país. É perceptível que a cada ano existe uma repercussão maior da FeliS, notando-se inclusive por meio das atrações e da estrutura utilizada. Ao longo da entrevista, a arquiteta Lauracy Costa afirmou que o fato da feira se estabelecer no Centro Histórico oferece a possibilidade de crescimento e abre espaço para as questões turísticas. Não apenas para a feira, mas também para o Conjunto Arquitetônico e Urbanístico do Centro Antigo e para a cidade de São Luís como um todo. Por fim, o maior impacto está na reflexão da FeliS como um evento efêmero em um espaço público de uma área patrimonial e o seu potencial para ser um dos mecanismos que diminuam, de forma lúdica e atrativa, a distância entre a origem histórica da cidade, da arquitetura, do patrimônio e a vida e o dia a dia da população. A Feira do livro de São Luís representa para o Centro Histórico uma forma de ocupação que gera conhecimento, discute a preservação e auxilia a desenvolver o sentimento de pertencimento nas pessoas. Além de acrescentar vida na cidade antiga e ajudar a valorizar um espaço que é um marco na constituição da história da capital maranhense.