Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 35
4. ESTUDOS DE CASO: outras feiras em Centros Históricos.
A relação entre Centros Históricos e Feiras do Livro não é algo recente, pelo
contrário. Não é de hoje que conhecemos diversas cidades que possuem imenso valor
histórico e arquitetônico que se utilizam de seus Centros Históricos, espaços públicos
intensamente culturais, para estabelecer suas feiras literárias. Medida que se mostra
como uma forma de reconhecimento e respeito pelo acréscimo que tanto a literatura
quanto a arquitetura exercem na história local.
Dentre todas as cidades que se incluem nessas características acima
descritas, algumas se destacam por serem de extrema importância nacional e, até mesmo
internacional, se revelando como verdadeiros exemplos. As cidades de Olinda-PE,
Paraty-RJ e Porto Alegre-RS encontram-se nestas descrições por possuírem em seus
territórios históricos feiras literárias que se encaixam no perfil, sendo elas: a Fliporto, a
FLIP e a Feira do Livro de Porto Alegre.
Desta
forma,
neste
capítulo
serão
apresentadas
as
histórias
de
desenvolvimento das feiras ao longo dos anos, as atividades estabelecidas, assim como,
a relação com os Centros Históricos e com as intervenções e estruturas efêmeras
montadas nos espaços públicos.
4.1. FLIPORTO - OLINDA (PE)
A Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), surgiu em 2005 e
teve sua localização em Porto de Galinhas, Ipojuca. A organização da feira foi
idealizada por Eduardo Côrtes - coordenador executivo da feira - e por representantes
das editoras Personna e Cia do Lazer. Durante as cinco primeiras edições a feira se
manteve em Porto de Galinhas, até que em 2010 foi transferida para o Parque do
Carmo, em Olinda (CORTÊS, 2011).